sexta-feira, 16 de maio de 2014

A Actualidade de Santa Teresa do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus
«A sua obra não deixa de inspirar historiadores, teólogos e filósofos, ávidos de decifrarem a sua personalidade e de explicarem a sua fulgurante popularidade. A pequena teoria do Amor mereceu longas referências de quase todos os Papas do século XX e dos princípios do XXI. Vários motivos poderão explicar a actualidade inquestionável de Santa Teresa de Lisieux.

Lembramos ainda que ela condenou as práticas das pesadas penitências, dos castigos corporais infligidos pelos monges e recusou ver em Deus um Deus castigador onde existia só um Deus de misericórdia; com Jesus, Deus é um Pai que ama e que só se quer ver amado no rosto dos outros, nos rostos daqueles que sofrem, que foram abandonados, que são perseguidos porque são fiéis à verdade, à pureza, à humildade.

Com Teresa nascia toda uma doutrina de vida para a conquista da santidade; relevamos nela a espantosa acessibilidade ao delinear-se com pensamentos profundos, mas expressos com as mais simples palavras. Talvez por essa razão, Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, esteve sempre muito atento, seguindo-a, igualmente, com o seu sorriso e abnegação nos sofrimentos da grave doença que o levaria à morte.

A revelá-lo, a Homilia de 19 de Outubro de 1997 (1), em que Wojtyla atribuiu a Santa Teresa de Lisieux o título de Doutora da Igreja com uma vasta argumentação: «Ela fez resplandecer no nosso tempo o fascínio do Evangelho»; «Tornou-se um ícone vivo daquele Deus que mostra o seu poder sobretudo no perdão e na misericórdia»; «Fez ver a importância que as fontes bíblicas têm na vida espiritual»; «Pôs em evidência a originalidade e o vigor do Evangelho». Neste longo texto sobre a actualidade de Teresa, salientava João Paulo II este seu pensamento lapidar: «Compreendi que só o amor fazia actuar os membros da igreja e que se o amor viesse a extinguir-se, nem os Apóstolos continuariam a anunciar o Evangelho, nem os mártires a derramar o seu sangue»(2)

Na «Pequena doutrina», como lhe chamava, Teresa inscrevia a «CIÊNCIA do AMOR», a ciência que a nenhuma outra se equipara. Não escrevia ela que a Jesus bastava «lançar flores, não deixar escapar um pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra, e valer-se de todas as pequenas coisas e fazê-las por amor»(3) Não eram esses pequenos caminhos − na aparência, tão pobres para oferecer ao Criador do Universo − que Jesus, o Deus encarnado, mais apreciava?»*

Teresa Ferrer Passos



(1) João Paulo II, Carta Apostólica Divini Amoris Scientia, 1997.
(2) O Papa Pio X considerou-a «a maior santa dos tempos modernos». O sucessor de João Paulo II, Bento XVI, diria sobre Teresa de Lisieux que ela «louvou a ciência das realidades divinas para ensinar aos outros a via da salvação». No dia 6 de Abril de 2011, Bento XVI dedicava-lhe, quase na íntegra, a sua Audiência Geral: «Confiança e amor são o ponto final da narração da sua vida, duas palavras que como faróis iluminaram todo o seu caminho de santidade para poder guiar os outros pela sua mesma pequena via de confiança e de amor». Na Catequese sobre Santa Teresa do Menino Jesus, em 6 de Abril de 2011, o Papa Bento XVI diria: «Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, que viveu neste mundo somente 24 anos, no final do século XIX, conduzindo uma vida muito simples e escondida, mas que, após a morte e a publicação dos seus escritos, tornou-se uma das santas mais conhecidas e amadas» . Na carta para o dia 11 de Fevereiro (Dia Mundial do Doente) de 2013, Joseph Ratzinger − no dia em que renunciou às funções pontifícias − referiu-se a Santa Teresa de Lisieux como uma santa que vivera «em profunda união com o Paixão de Jesus a doença que a levou à morte no meio de grandes sofrimentos», e, apontava «o exemplo de Santa Teresa do Menino Jesus para se encontrar o sentido do sofrimento». Advertia ainda que «alguns santos, incluindo Santa Teresa, servem de exemplo e de estímulo às pessoas doentes para aceitarem o sofrimento do ponto de vista humano e espiritual».
(3) Manuscrito B, f.4.
* Excerto da palestra proferida pela autora no Círculo de Espiritualidade e Cultura e na igreja de S. João de Deus em Lisboa, respectivamente em 17 e 19 de Fevereiro de 2014.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Pelas redes internéticas


Diálogo na "rede inter-planetária ZN4":
 
A Idade Global da tecnologia computacional

  «Ww/2 - Que vejo na rede ZN4?!! Precisamente na mais poderosa rede do Império Global! És tu, Tr 3!!! Quem te quis cortar o sonho de estudares os enigmas do planeta Mercúrio 35? E querias pensar… pensar muito… que disseste?! Pensar, é isso… pensar! O que fizeste… é proibido pensar livremente no Império do Sol Poente… esqueceste-te de que vivias no Império Globalizante, Tr 3?!!! As coisas que disseste na rede computacional supervisionada pelo Comando da Vigilância Suprema… como criticámos a Ordem Global… isso é demasiado arriscado dentro deste sistema meta-lógico!
  Wb.3 - Há uma vigilância férrea para aqueles que se atrevem a soltar as amarras do pensamento… e que querem ser livres como os pássaros que sobem às alturas sem nada conter as suas asas… que ousadia revelar o gosto de pensar numa cultura sob a mordaça do materialismo meta-lógico elevado à décima terceira potência… e que tragicamente controla todos os cidadãos do Império…

   Subitamente, o ecrã perde a luminosidade. Então, Wb.3 deixa de ver os corpos inertes de Tr 3 e de Cf8, que estavam a poucos milímetros das respectivas cabeças. Mas se entendia a morte do Tr 3, como justificar a de Cf8?!! Uma voz que lhe era totalmente desconhecida entra na rede ZN4, sem que tivesse tocado em qualquer tecla. Wb.3 fica de novo imóvel.
   Frente ao ecrã maravilhoso, os alimentos sólidos não lhe faziam falta. Só de vez em quando levava à boca um tubo de leite ultramagro, um pacote cúbico de sumo de fruta artificial sem aditivos ou uma drageia de minerais seleccionados.
   A escuridão do ecrã interiorizou-se nas faces pálidas e suadas de Wb.3. Mais uma vítima da liberdade de pensar caía no Império Global, mas Wb.3 continua sem ser capaz de explicar o assassinato de Cf8. »       
                          
           Teresa Ferrer Passos, Planeta Joyce 8, Harmonia do Mundo, 2007, pp.98-99.

domingo, 11 de maio de 2014

S. José não pára de trabalhar...


No sono de S. José nascem os sonhos, sonhos que entrega a Jesus, tendo neles inscrito os pedidos do Papa Francisco... Os bilhetinhos colocados sob a imagem de S. José (uma das poucas coisas mandadas vir de Buenos Aires pelo Papa Francisco, para o seu quarto na Casa de Santa Marta) acumulam-se e, assim, o santo, dormindo, não pára de trabalhar!
                                                                  Teresa Ferrer Passos

Fonte:  Blogue «Sacri Palazzi» do jornalista do Vaticano Andrea Tornielli  

sábado, 10 de maio de 2014

Santo Papa João XXIII

No Concílio Vaticano II

Tendo pertencido à Ordem Franciscana Secular, o Padre Giuseppe Roncalli nasceu em 1881, numa aldeia italiana. Distinguiu-se com diplomata em vários países tendo sido Núncio Apostólico em Paris. No seu curto pontificado de cinco anos (de 1958 à sua morte, no ano de 1963) escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra e a Pacem in Terris.
Com o Presidente Schumann em Paris


Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o "Papa bom" ou o "Papa da bondade". Mesmo assim, vários grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser da Maçonaria, radical esquerdista e herege modernista por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo. 


Ele foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de Setembro de 2000. É considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de Outubro.

Foi canonizado em 27 de Abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, juntamente com o também Papa João Paulo II. A missa de canonização foi presidida pelo Papa Francisco e concelebrada pelo Papa Emérito Bento XVI.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fermento no meio do mundo


«Nestes tempos em que vemos surgir tantas comunidades de aliança, que buscam se santificar e desenvolver o seu apostolado no meio do mundo, podemos constatar a atualidade desde tão antigo caminho aberto por nosso seráfico pai São Francisco de Assis, isto é, a vivência radical da fé e de uma espiritualidade comum sem abandonar a própria profissão e família, sendo fermento do Reino de Deus no meio do mundo.»

Frei André Luiz da Rocha Henriques
(Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Petrópolis, Brasil)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A Igreja precisa do testemunho

Estêvão, 1º mártir do Cristianismo, dava testemunho de Jesus pelas acções quotidianas

«Quando a Igreja se fecha sem dar testemunho, torna-se estéril»
Papa Francisco

  
A Igreja deve ter um posicionamento frontal nas relações humanas; tratar as pessoas com doçura, na sinceridade, sem desprezar, sem complexos de superioridade sobre os outros. Muitos sacerdotes e leigos da Igreja fazem, com frequência, artigos para revistas, conferências e homilias encapotadas em saberes muito acima da média cultural. A confusão gera-se com o avanço de teorias desconhecidas, a propósito até de dogmas de fé.   Também há leigos com funções religiosas nas paróquias que são de difícil trato, falando aos outros com as suas decisões indiscutíveis porque, julgam, têm a graça de Deus com eles.
  
Há intelectuais ligados à Igreja com comportamentos narcísicos o que invalida as abordagens das temáticas religiosas; é notório o modo soberbo com que se debruçam sobre santos que não atingiram a sua craveira intelectual. Julgam que o saber desses santos, feito de sensibilidade e experiência, sem um alto fundamento de erudição, não é valioso, afinal, não é mais do que nocivo. Nos seus estreitos ângulos de visão, só a erudição é sábia e, assim, dá estatuto, perante Deus e os homens.

Apresentam-se santos mais eruditos, outros nem tanto. Logo, merecem menos atenção, menos destaque. Ora o Cristianismo passa, como considera e muito bem o Papa Francisco, pelo testemunho que oferece o contacto humilde com o próximo, o modo de cada um ser na vida de relação; não basta mostrar conhecimentos interpretativos rebuscados, frases de estranho significado, discursos exaustivos a afundarem-se em complexos vocábulos que ninguém conhece.

É assim que, sacerdotes e leigos ligados à Igreja de Cristo, querem dar testemunho? Julgam que, assim, dão testemunho? Não. Reduzem a missão apenas a uma insípida explanação de ostentatória e estéril linguagem, propagam uma religião hermética, sem comunicação com o que está fora, o que devia ser procurado, como fazia Jesus. Esta Igreja redutora julga não precisar de mais nada para ganhar o céu. Esquece que se equivoca. O testemunho é exigente. Não o é a exibição de qualquer título eclesiástico e académico. Muito menos é Igreja, um padre receber de costas voltadas ou a ler o jornal da paróquia, aquele que está à porta a tentar aproximar-se, a procurar uma ajuda.

O testemunho implica dar o exemplo de estar pronto para socorrer aquele que está desempregado, aquele que vive solitário porque perdeu a família, aquele que tem mais de cinquenta anos e é tratado como se fosse um velho, ao tirarem-lhe a esperança de ser testemunho do Evangelho, gratuitamente. A vida de todos os dias é rica em muitas pequeninas coisas na relação com os outros. Só nessas ocasiões se é chamado a dar testemunho de Jesus; e isto é seguir Jesus no servir o irmão que está à nossa frente. O testemunho é difícil porque a Igreja se esquece da «construção do Reino de Deus». Como disse Jesus, os que o querem seguir devem começar pela construção do Reino, depois «tudo virá por acréscimo».

A pregação de Jesus foi directa à acção. As acções é que serão avaliadas no Juízo Final, não o que ficou pelas extensíssimas arengas, pela erudição cultivada nas academias pedagógicas que publicam interpretações infindáveis. A isto resta ficar escondido nos sótãos dos séculos. Sem respirar com Jesus Cristo o ar da simplicidade e do fraterno encontro, a Igreja fica estéril. Para essa Igreja, o racionalismo ainda impera: assim, ou a religião se racionaliza ou a religião tem apenas uma dimensão ignara, onde se instala a torpe devoção popular, sem qualidade superior, sem qualidade de sábios.
      
A devoção popular, com baixa cotação nas redes sociais da ciência, da tecnologia, da inteligência, torna-se sinónimo de mentecapta e obsoleta. Como considera o Papa Francisco, esta Igreja, formada por intelectuais – eruditos, sacerdotes ou leigos − tem de ceder muito terreno ao testemunho, mesmo que este implique o martírio. Se assim não acontecer, o risco de a Igreja se perder cada vez mais de Jesus, torna-se iminente.

O primeiro exemplo do testemunho, que tudo ultrapassou dando a própria vida, foi Estêvão, jovem discípulo da comunidade de Jerusalém. Foi ele que, com o seu ousado testemunho, mostrou que o perigo de perder a própria vida não o assustava. Diz-nos o memorial dos Actos dos Apóstolos que Jesus acabara de vencer a morte e o sepulcro, ressuscitando. Com este sentido novo da fé, Estêvão testemunhou e foi o primeiro mártir. O testemunho de Estêvão não era aceite pelos judeus mais cultos. Porém, ele não fugiu. Não mudou de comportamento. Não teve medo de desagradar. Logo, as pedras da perseguição atingiram-no, mas não o fizeram mudar. A morte não seria uma porta fechada porque outra porta abria-se-lhe no céu. 

8 de Maio de 2014
                                            Teresa Ferrer Passos

domingo, 4 de maio de 2014

Primavera

Ria Formosa na margem norte da ilha de Faro
 A realidade espreguiça-se na erva
E não quer mais ser imperatriz
E nem se importa de ser serva,
Se preciso, e também diz

Que nunca se sentiu tão verdadeira,
Que nunca se sentiu tão cortejada,
Que nunca se sentiu assim à beira
De permitir ser desvendada.

As abelhas passeiam-lhe no peito
Testemunhando o seu transporte
E o sussurrar do nome do eleito.
Já chegou Maio ao hemisfério norte!


2/5/2014

Fernando Henrique de Passos

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Tempo da infância

   
Teresa Martin aos três anos

   «Porque vive a força irresistível do amor, a descer das águas férteis do tempo da infância, Teresa faz do Amor a graça maior que recebe do céu. Um céu, sem dúvida, do tamanho do pequeno grão de mostarda. Esse é verdadeiramente o seu Céu, cheio de encantos. É um «grão de mostarda» o seu Céu, como ensinara Jesus. Tão pequenino. É nele que um dia espera entrar, pois uma alma de criança está viva no seu coração. A criança que o Menino Jesus representa no cognome que escolheu, continua exuberante, não deixa de a habitar. Dissera Jesus que só com a transparência de sentimentos de uma criança, um adulto pode ter entrada no reino de Deus.»

         Teresa Ferrer Passos, Santa Teresa do Menino Jesus e a Força dos seus Pequenos Caminhos, Edições Carmelo, 2013, pp.48-49.

domingo, 27 de abril de 2014

SANTO, SÚBITO!

CANONIZAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II


«São os santos que fazem crescer a Igreja.
S. João Paulo II foi o Papa da família.
Como disse, assim gostaria de ser lembrado»


Papa Francisco (na cerimónia da canonização do Papa João Paulo II)


Praça de S. Pedro, em 27 de Abril de 2014.




Amor e Responsabilidade (Estudo Ético), 1960


«A masculinidade e a feminilidade exprimem o duplo aspecto da constituição somática do homem («esta é o osso dos meus ossos e a carne da minha carne»), e indicam, além disso, por meio das mesmas palavras de Gênesis 2, 23, a nova consciência do sentido do próprio corpo: sentido que se pode dizer consistir num enriquecimento recíproco.» 
        João Paulo II, Teologia do Corpo (Catequeses proferidas entre 1979 e 1984)



SANTO, SÚBITO, GRITOU O POVO, APÓS A SUA MORTE, EM 2005.

QUERIAM  ORAR-LHE SE PRECISASSEM DE UM AUXÍLIO.


GRANDE DEVOTO DE MARIA SANTÍSSIMA: TOTUS TUUS, MARIA, ENTOAVA, CHEIO DE ALEGRIA.


QUERIA APROVEITAR TODO O TEMPO PARA A SUA MISSÃO - PROCLAMAR O 
EVANGELHO DE JESUS POR TODAS AS PARTES DO MUNDO.

MAS, NUM DIA 13 DE MAIO DE 1981 (A COMEMORAR-SE A 1ª APARIÇÃO DE MARIA, EM FÁTIMA, AOS PASTORINHOS), TENTARAM  MATÁ-LO. ESTAVA EM ROMA. ÀS PORTAS DA MORTE. SALVOU-SE!

NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA, LOGO NO ANO SEGUINTE, TENTARAM MATÁ-LO, DE NOVO. SEM ÊXITO. 

A FÁTIMA REGRESSARIA. SEMPRE A AGRADECER A MARIA SALVAR-SE DAS TENTATIVAS DE ASSASSINATO. E DAVA GRAÇAS POR LHE SER PERMITIDO CONTINUAR  A MISSÃO. AS FORÇAS DEMONÍACAS TINHAM-SE AFASTADO DELE...



«TOTUS TUUS, MARIA»



A MISSÃO, sempre a MISSÃO!

E AS VIAGENS INCESSANTES.

LONGAS E TÃO DIFÍCEIS JÁ.


A DEBILIDADE DO CORPO,


BEM VISÍVEL NOS ANOS DO FIM.


E A MORTE APANHOU-LHE A VIDA. ELE, HAVIA POUCO, ESTAVA DE PÉ. 

«Eu poderia esquecer que o evento (tentativa de assassinato de Ali Agca) na Praça de São Pedro teve lugar no dia e na hora em que a primeira aparição da Mãe de Cristo aos pastorinhos estava sendo lembrada por 60 anos em Fátima, Portugal? Mas em tudo o que aconteceu comigo naquele mesmo dia, senti que a proteção extraordinária maternal e cuidadosa, acabou por ser mais forte do que a bala mortal.»
           
Papa João Paulo II, Memória e Identidade, 2005


«JOVENS NÃO TENHAIS MEDO DE SER SANTOS!»



«Queridos jovens: ide com confiança ao encontro com Jesus! E, como os novos santos, não tenhais medo de falar dele, pois Cristo é a resposta verdadeira a todas as perguntas sobre o homem e o seu destino.» 


 

S. JOÃO PAULO II À PROCURA DE UMA CIVILIZAÇÃO

GUIADA PELO AMOR, COMO ENSINOU JESUS.


ÀS  PORTAS DO SÉCULO XXI.



sábado, 26 de abril de 2014

Não existe mãe solteira, existe mãe



«Pensai numa mãe-solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero baptizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta rapariga que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos a fazer o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral. (…) Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé.»
                                                                 Papa Francisco

sexta-feira, 25 de abril de 2014

40º ANIVERSÁRIO da REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL DE 1974


A FLOR DA REVOLUÇÃO
CRAVOS VERMELHOS  

FORAM OFERECIDOS PELOS SOLDADOS AO POVO

QUERENDO SIGNIFICAR A CONQUISTA DA LIBERDADE

DE EXPRESSÃO DO PENSAMENTO.

HOJE QUEREMOS QUE CONTINUEM PRESENTES NAS CASAS PORTUGUESAS

 E QUE SEMPRE A SIMBOLIZEM COMO NOS PRIMEIROS DIAS.

Os partidos políticos, hoje


Ontem, na Rádio Renascença, o senhor Professor Marcelo Rebelo de Sousa no máximo! Uma excelente exposição crítica sobre os partidos políticos, numa discursividade torrencial que inunda todos os campos. O que atemoriza, o que, sem dúvida, tem amedrontado os seus correligionários do PSD, a começar, talvez, pelo actual Primeiro-Ministro. A sua estatura política silencia a normalidade socio-política do país actual. A moda são as frases curtas, todos a falar ao mesmo tempo, ninguém a expor o saber que sabe. Parece que agora quem não faz assim... exclui-se pura e simplesmente. Mas continue como é, porque o Povo é a estes que escuta.

25/4/2014

                                                    Teresa Ferrer Passos

quinta-feira, 24 de abril de 2014

400 anos da Beatificação de Santa Teresa de Ávila

SANTA TERESA DE JESUS/ Teresa de Ávila (1515 - 1582) 
5º Centenário do Nascimento 
(celebração de Outubro/2014 a Outubro de 2015)
Vida 29, 4

Senhor,
surpreende-me que quando Te abra o meu coração,
Te apresente a minha dúvida e pouca fé,
E Tu me digas: «Sou Eu».
Surpreende-me o Teu «Sou Eu»,
esta certeza de nada haver fora de Ti,
nada em mim te ser desconhecido,
nada Te poder ocultar do meu pecado.
Este «Sou Eu» que é memória viva do Êxodo,
que é glória de libertação
e convite a permanecer na paz da Ressurreição.
Jesus Ressuscitado,
continua a dizer ao íntimo do meu ser:
«Sou Eu»,
para que todo entregue ao Teu Amor
possa permanecer em Ti
e testemunhar a verdade da Tua Ressurreição.


Hoje: 400 anos da Beatificação de Santa Teresa de Jesus, em 24/4/1614
Fonte: Site "Orar com os místicos"

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Traços de infância e de amor


«Na espiritualidade de Teresa do Menino Jesus, a pessoa humana será tanto maior quanto mais se mantiver fiel à personalidade da primeira infância. O protótipo é o Jesus-Menino, ele mesmo presente em Jesus até à sua morte e ressurreição. E a cruz tem em si mesma o sentido do espírito da criança submissa, o filho obediente, o menino cheio de confiança no Pai, o Pai a tornar-se Filho: «O Deus cuja omnipotência/ Detém as vagas que rugem / Tomando os traços da infância / Quer tornar-se fraco e pequeno». Na espera da sua libertação final depois de afastar d’Ele «aquele cálice», Jesus continua a obedecer como uma criancinha.»

         Teresa Ferrer Passos, Santa Teresa do Menino Jesus e a Força dos seus Pequenos Caminhos, Edições Carmelo, 2013, p. 49.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

DOSSIER PÁSCOA/2014




«Ressuscitou, como disse»...

Qual lírio a ressuscitar em cada Primavera...


Lírios nos campos

«Jesus disse aos discípulos: "Cumprir-se-à tudo quanto foi escrito pelos profetas acerca do Filho do Homem(...), dar-Lhe-ão a morte. Mas ao terceiro dia ressuscitará".
Eles, porém nada disto entenderam. Era para eles incompreensível aquela linguagem e não entendiam o que lhes dizia»
Lc 18, 31-33

Lírio a desabrochar
«Chamou os doze e durante o caminho disse-lhes:"Vamos subir a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos escribas que O condenarão à morte e O entregarão aos pagãos para O escarnecerem, açoitarem e crucificarem. Mas Ele ressuscitará ao terceiro dia"».
Mt 20, 17-19   
                                                      
Lírio com lágrimas de chuva
«Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos e disseram-lhe: "Senhor, lembrámo-nos de que aquele impostor disse, ainda em vida: 'Ressuscitarei depois de três dias'. Ordena pois que o sepulcro seja mantido em segurança até ao terceiro dia, não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo: ressuscitou dos mortos. E seria a última impostura pior do que a primeira"»


Mt 27, 63-64

Lírio branco com pétalas abertas, a parecerem asas




A difícil palavra


                             «Jesus dizia-lhes: "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que O hão-de matar, mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará"»
                                                                                                                                      Mc 9, 31

  As paredes erguiam-se nas mentes. O flagelo das palavras. A compaixão exposta entre altos muros de silêncio. E, Jesus, ali, aberto, a tocar cada um dos seus discípulos, a tentar arrancar portas e a quebrar o cerco que trava a voz humana. Abria janelas com palavras doces. Respirava o dentro abafado. Insuflava pronto, estoirava na largueza das palavras a fechadura que, para Ele, nunca tivera chave.

   E os apóstolos ensurdeciam, imersos em nuvens negras de incerto silêncio. Neles, não passavam as Suas palavras: "Ressuscitarei três dias depois". Depois, Jesus oferecia-lhes, com a voz, todos os espaços, como uma luz sem muros. E, a livre corrente da Sua consciência ensopava-se de repetidas palavras.


    A transparência, eclodia como um luzeiro perdido na noite densa a entorpecer, sem palavras. E Jesus repetia com o som das sílabas em catadupa, "Voltarei depois". Repetia. Mas, o mistério, a clarear com palavras de água, sepultava-se à beira dos ouvidos exaustos dos discípulos. Ali Jesus, com tanta verbosidade. O Verbo estava entre eles e não entendiam o que dizia.


    O discurso insustentável ficava na memória vazia. E Jesus continuava a procurar. E forjava chaves para portas de palavras, só para as abrir. Com palavras, criava as imagens nuas da Verdade. "E não entendiam o que lhes dizia"...

Páscoa/2014
Teresa Ferrer Passos



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Entre Sexta e Domingo


Conheço bem de mais a sexta-feira,
O fim da luz às três da tarde,
A sombra adunca da figueira
À espera do cobarde.

Conheço o cheiro do vinho derramado,
Misturado com fel e com suor,
E o horror do pão que foi pisado,
E o forno vazio e sem calor.

Conheço bem a hora em que as promessas
São um corpo descendo à sepultura,
A hora absurda em que regressas
Da vida que não foi senão futura.

Conheço bem de mais a sexta-feira,
Mas tanto a conheço que adivinho
Que traz em si a Vida e a Videira
Que voltará a dar-nos do Seu vinho.

                                            12/4/2014

                                   Fernando Henrique de Passos


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A Páscoa Mariana



de todo o coração, a Sua Santidade,
o Papa Francisco

Fui liança, fui a Roma
E fui aos velhos alfarrábios; 
Rosacruz, Amor me toma
No sidéreo: são os Sábios.

É Palavra, já caindo
Meigo e meigo tamarindo,
És o si, o Santo e sina
Em cidade Bizantina.

És a Mãe, Tu és Madrinha,
Mansa, mansa Ela me chama,
E Tu voas, andorinha,
Numa plaga Franciscana.

Diva é Deus, a mim oblata
A minha prece: «Maran Atha»,
Que és o rio, Tu és a ria
E um só nome: Maria.


                                          Queluz, 07/ 04/ 2014

MISERANDO ATQUE ELIGENDO



                              Paulo Jorge Brito e Abreu


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A Páscoa em cada dia de Jesus




Cada dia, no despertar das horas,
no pulsar das tardes e das manhãs,
Jesus bebia a sua Páscoa...
No acto simples de um almoço.
No bom-dia ao camponês.
No agradecer de uma ceia.
Eram dias sempre novos.
A cada instante uma semente germinava,
um botão de rosa vermelha incandescia
na folhinha protectora. 
Eram dias cheios de trigo no pão.
E também, dias com gemidos de mãe aflita
com a filhinha doente. 
As sandálias de correias largas calcorreavam
os pés e o peso das palavras a ecoar no vento
da sua memória de cruz.
Entre ervas ruins, os passos de Jesus
enterravam-se como num túmulo vazio.
Porém, dava um sorriso coberto de Páscoa
ao desamparado que tinha fome,
fome de ver porque não via.
A sua túnica dividia-a com as lágrimas dos paralíticos 
a esperarem a redenção das caminhadas.
E aí fazia nascer a Páscoa como um templo de alegria.
No olhar, Jesus transportava Páscoa, a viver intensa
entre os lírios contorcidos
em tons de lilás e de branco. 
Nesse suave tecido, nessa doçura infinita,
nessa fragrância, que nem Salomão
com toda a sua riqueza envergava,
Jesus via a humildade como a coisa mais bela
e a simplicidade sem tempo algum,
sem fim,
à beira da Verdade que não morre
e a ser a nova Páscoa como Jesus...


                                       3 de Abril de 2014

                                  Teresa Ferrer Passos

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Páscoa






Jesus todos nós somos,
Ao acordar todo dia,
Desde uma noite de sono,
Ou da grande anestesia.


Jesus é cada manhã,
Cada aurora, cada trigo,
Cada estação renovada,
Cada uma forma de vida.
   
 Jesus é vento, canção,
Cada pingo de orvalho,
Cada lágrima não contida.

 Voltar à criança, na fé,
Do símbolo que se renova
Num ovo de chocolate.

                     
                                Luiz Martins da Silva (Brasil)


Lírios brancos pelas veredas da serrania

BOA PÁSCOA!!!


E... DOCES AMÊNDOAS!




À distância de um sussurro

Paro à entrada da pergunta.
Já parei em muitas mais entradas,
De muitas mais perguntas.
Jamais uma só me encorajou
A atravessar o limiar das suas sombras,
A pisar o musgo virginal,
A tactear no escuro o húmido tremor
Da sua respiração expectante.

Estou à entrada da pergunta.


2/4/2014

Fernando Henrique de Passos

domingo, 30 de março de 2014

Vida e Evangelho

Santa Catarina de Siena cuida de um doente

«Tome cuidado com a sua vida, talvez seja ela o único Evangelho que as pessoas lêem»
                                                                         S. Francisco de Assis

quinta-feira, 27 de março de 2014

As mais belas camélias

Em Vila Nova de Famalicão
as mais belas camélias em pratos da Vista Alegre...
na Semana da Camélia (Março de 2014)


Camélias de paz

Entre o branco e o vermelho
vejo mil e uma camélias.
E como quebram o frio do inverno...
Abertas como uma alma,
lembram-me a primavera adiada.
Ou, talvez, uma esperança
inscrita entre os salpicos de chuva
e os raios esquivos de sol.
Nas largas quintas irrompem
pela altura das nuvens,
e, nos pequenos jardins,
coroam-se os tufos de pétalas em enxames.
Nos ares ecoam as cores! E na sua fragilidade
clama uma beleza encantada...
Sem espinhos, julgam-se rosas,
e tocam, de súbito, a primavera.
E com ela, nasce a paz. 

27/3/2014

                                          Teresa Ferrer Passos