sábado, 3 de outubro de 2026


DA VULNERABILIDADE


somos tão vulneráveis, tão frágeis
e esta é uma das nossas mais fortes formas de ser!
quem nos viesse dizer não acreditávamos.
talvez como acreditar
no infinito do amor feito de pontos vulneráveis?
e perde-se de súbito
e ganha-se num instante.
somos em demasia capazes de um amor sem fim
e como é a nossa vulnerabilidade a perdê-lo?
como é espantosa a vulnerabilidade que nos construiu
mas que nos derruba num segundo estéril?
a vulnerabilidade que nos assola
por inteiro não nos liberta 
antes nos faz seus escravos,
seus dependentes mas, mesmo assim, resistimos
como se ela fosse a única razão para a nossa vida
e sempre a extinguir-se.


Teresa Ferrer Passos

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