sábado, 15 de agosto de 2026

ASSUNÇÃO de NOSSA SENHORA AO CÉU


Maria, imagem sacra

 No Dia em que se celebra a ASSUNÇÃO de NOSSA SENHORA AO CÉU - 15 de Agosto - publicamos uma passagem da obra de Teresa Ferrer Passos STABAT MATER - Contribuição para o estudo de Maria. Da Anunciação ao Magnificat. Da devoção e das Aparições de Maria, Hora de ler, Leiria, 2020, p. 59.

«Quanto recebi de Deus, reconhece Maria. Então, quer dar todas as graças ao Senhor que é generoso com os mais humildes. Nas palavras «me fez grandes coisas o Omnipotente» está contido o sublime acontecimento do nascimento de um filho de natureza sobrenatural e revestido de humana natureza. À mulher, tão menosprezada na sociedade da sua época, o Omnipotente atribui uma dádiva inesperada, mesmo impensável pelos homens. A omnipotência de Deus está sobrelevada no contexto da surpreendente Anunciação. Esse acontecimento a conter todo o mistério do poder divino e, com ele, todo o mistério dos seus procedimentos na esfera da humanidade. Escutemos o Papa Francisco: «Porque Maria trouxe o Senhor no seu ventre, trouxe a regeneração do mundo, trouxe Deus entre os homens». E se «Deus se fez totalmente próximo de nós graças a uma mulher, graças ao “sim” disponível de uma de nós», Maria torna-se um modelo porque, para ela, «é Deus que faz tudo. Deus está sempre “antes”». Deus cria o acontecimento; contudo, dá a Maria a última palavra. Deus dá-lhe a possibilidade de se pronunciar sobre o Seu projeto. Maria diz-nos que a sua oração de louvor deverá perdurar até ao fim dos tempos, o que testemunha a sua vontade de ajudar a concretizar a proposta de Deus.»

sábado, 1 de agosto de 2026

 ACERCA DAS COMEMORAÇÕES DOS 900 ANOS DE PORTUGAL


Soube há poucos dias pelos jornais que o Dr. Paulo Portas tinha sido empossado como Comissário-Geral para as Comemorações dos 900 anos de Portugal. A data recua à batalha de S. Mamede, em que as forças de D. Teresa defrontaram seu filho D. Afonso Henriques, apoiado pelos condes portucalenses, no dia 24 de Junho do ano de 1128. Fiquei estupefacta: Como era possível que a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, lhe tivesse atribuído tão alta função? A verdade é que o Dr. Paulo Portas não tem qualquer curso de História, nem currículo de louvor, sequer, nessa área científica. Como foi possível que a ministra da Cultura o convidasse para um desempenho de tão alta responsabilidade? Não teremos nós nas universidades portuguesas conceituados Professores para assumir essa honra, antes de tudo o mais? Como foi possível esquecer a Academia da História e os seus nomes com meritórios e esforçados historiadores da riquíssima História de Portugal? De facto, a ministra Margarida Balseiro Lopes, tomando a palavra ao dar-lhe posse do cargo, chegou a dizer (cito apenas umas breves palavras): «Paulo Portas é uma personalidade particularmente qualificada para assumir esta missão»; e, referindo-se à sua intervenção cívica considerá-lo-ía como um «jornalista, pensador, jurista e político». Ora, não vi ainda a sua "magnífica" obra nem como jornalista, nem jurista, nem político e, muito menos, como pensador! Não sei o que, nesta figura, essencialmente de político falhado, terá encontrado a ministra da Cultura. Qual terá sido o motivo do encanto por tal personalidade?! Não sabemos. Apenas sabemos que a escolha da ministra não poderia ser pior. É pena que o Senhor Primeiro Ministro tenha tão fraca capacidade para escolher os membros do seu Governo!
31 de Julho de 2026
Teresa Ferrer Passos