sábado, 5 de setembro de 2026

 COMO SE DEPRECIAM E COMO SE ENALTECEM OS MINISTROS...

Com que consciência, com que verdade, se fazem os comentários aos políticos nos jornais relevantes de Portugal, através de rubricas como A FIGURA DO DIA? O que salta aos olhos do leitor é que o confundem mais do que o esclarecem. Procuram os comentadores mais conduzir com as suas engenhosas falácias do que esclarecer, procuram mais substituir-se ao poder judicial que ainda está a observar as acusações e a estudar a sua veracidade ou falsidade. De facto, estes comentadores não esperam pelos resultados dos inquéritos. Sem parar para pensar sequer, constroem montanhas de argumentos para os seus posicionamentos serem considerados fidedignos e com razões de sobra para serem considerados justos, oportunos e prontos para receberem as loas dos espectadores, do Primeiro Ministro e até do Presidente da República, ou dos ouvintes que, apesar de já cansados, senão exaustos, de um matraqueamento diário ao baterem sempre na mesma tecla, estão cada dia mais confusos com a falta da discussão de assuntos como a saúde, a cultura, a educação, a segurança social ou a inflação dos bens alimentares, entre outros.
A ausência de um critério isento de intolerância e concebido com honestidade perante os factos, é bem exemplificado pelo procedimento do jornalista Luís Osório. Recordo dois casos: o primeiro, dizia respeito à ministra da Cultura, Juventude e Desporto e tinha o título de "A selvajaria". Neste artigo, Osório (na Rubrica "A Figura do Dia no DN) censurava-a por "passar pelos pingos da chuva que, na cultura, são sempre potenciais trovoadas". Quanto à sua política cultural via-a "entediante, pois mais parecia o Ministério da Pescas ou da Coesão Territorial". E perguntava mesmo se "não haverá gente desempoeirada e com alguma ideia na cabeça?". A terminar o seu texto, coloca-a na situação de "ter avançado para a selvajaria, o facto de diminuir o número de beneficiários [do Subsídio de Mérito Cultural] de 85 para 65 - gente com mais de oitenta anos e com um subsídio que se situa entre os 180 e os 600 euros". Então, em que ficamos quando, dois meses depois, enaltece a mesma ministra pela "coragem de assumir o feminismo dentro da matriz social e democrática no PSD", escolhendo-a, por isso, para FIGURA do DIA no DN.
O mesmo comentador Luís Osório escolheu, mais recentemente, o Dr. Luís Neves para FIGURA DO DIA no DN com o título de "Um bandido bom". Com que critério coloca ao lado da expressão "bandido", o adjetivo "bom"? Afinal, é "bandido" ou é "bom"?! É evidente que se o acha "bandido" não o considera "bom". Mas é precisamente essa a expressão com que classifica o Dr. Luís Neves. A incongruência destes comentadores é uma fatalidade no cenário da democracia portuguesa. As contradições em que se atolam estes comentadores, tornam os seus textos escritos ou orais sem um mínimo de credibilidade, sem um mínimo de honestidade. E terminou assim o seu depoimento:"Pela minha parte pode ficar no MAI. Prefiro ter este bandido bom (como polícia ex-Diretor da PJ) com provas constantes de serviço ao país e coragem, do que um choninhas... sobretudo se parecer perfeito". E é com estes argumentos descabidos que despenaliza a condenação do Dr. Luís Neves. Só o fez chamando-lhe "bandido", o que é uma atitude mesquinha e sem razão de ser.
5/Setembro/2026
Teresa Ferrer Passos

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

 DIÁLOGO COM A ARTE RELIGIOSA CONTEMPORÂNEA DEVE SER INTERROMPIDO?

«Porque é que este discurso tem hoje de ser interrompido? Será que os mistérios da nossa redenção deixaram de falar à sensibilidade do artista moderno? Ou será que a intuição artística perdeu hoje a capacidade nativa de entrar em contacto, através do fulgor do Belo, com a dimensão transcendente do Ser, testemunhando a abertura do espírito humano ao chamamento do Absoluto? Porque é que este discurso tem hoje de ser interrompido? Será que os mistérios da nossa redenção deixaram de falar à sensibilidade do artista moderno?»
De um texto introdutório inserido a propósito deste tema glosado pelo Papa Paulo VI, que transcrevemos a seguir:
«Oh, quanto desejamos fazer chegar a todos os artistas que neste momento sofrem a angústia de dar expressão sensível às inexprimíveis intuições do seu espírito, uma palavra de sincero respeito e de viva simpatia. Eles estão, mesmo que talvez não o saibam, na estrada que conduz a Deus.
Continuemos portanto a caminhar sem nos deixarmos desencorajar pelas asperezas da vida, e com as suas obras impulsionem também outros a dirigirem-se com eles rumo a um encontro, que só pode ser verdadeiramente pleno para quem, como o ser humano, é na sua constituição, quer o saiba ou não, um peregrino do Absoluto.»
(excerto de um discurso de Paulo VI aos participantes no Seminário sobre "A influência da inspiração religiosa na arte americana". in Pastoral da Cultura (5/6/2025)

Publiquei no Facebook em 23/8/2026

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António Costa, presidente do Conselho Europeu e Luís Alves, Diretor da Agência Nacional ERASMUS, foram os portugueses condecorados, respetivamente, com a Ordem da Europa e com a Ordem de Mérito de III Grau da Ucrânia pelo trabalho desenvolvido entre o programa Erasmus e a juventude ucraniana.

Publiquei no Faceook em 24/8/2026

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SERÁ MESMO "O MELHOR DO PAÍS"?

Margarida Balseiro Lopes "representa o melhor do país", escreve Luis Osório no «Diário de Notícias». Fiquei espantada! Será que Luis Osório sabe tudo acerca das medidas tomadas por esta senhora, neste Governo? Parece-me que não. Sabia que graças a esta ministra perdi mais de 50% dos 600 euros que recebia do Fundo de Fomento Cultural, assim como mais algumas dezenas de artistas e autores devido a carência económica e mérito cultural relevante? Este é o meu caso. Sem dar valor às dificuldades crescentes destas pessoas idosas, a maioria com mais de 70 anos, pessoas que como eu, neste momento, apenas têm uma pensão de reforma inferior a 500 euros. Esta ministra da Cultura através de uma proposta apresentada em Conselho de Ministros, substituiu a lei vigente por um decreto-lei do Governo de Luís Montenegro. O Fundo de Fomento Cultural tinha-nos atribuído o quantitativo de 600 euros/mês. Contudo, desde 1 de Janeiro de 2026, apenas recebo 257 euros/mês. A carência económica é agora mais acentuada e a relevância cultural, também, pois continuo a publicar sem interropção muitas obras, várias a minhas expensas, por não serem livros comerciais, ou seja, não terem grandes públicos que os comprem. Será que esta ministra da Cultura merece o elogio formulado por Luís Osório?!
29/8/2026 (publiquei no Facebook e Linquedin e Correntes d'Escritas)
Teresa Ferrer Passos

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28 de Agosto de 430 - No dia da morte do filósofo e teólogo
Santo Agostinho e a Mãe de Deus:

Santo Agostinho considera que Maria é um «molde de Deus». Assim, encontrado um molde perfeito, pela carne de Maria e pelo Espírito Santo de Deus, Jesus ganhava a sua humanidade e não perdia a sua divindade. E Deus nasceu para Salvar a humanidade, conhecendo-O e seguindo-O.
28/8/2026
T.F.P. (publiquei no Facebook e Linkedin)

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ANTÓNIO JOSÉ SEGURO E A LEI DO RETORNO, EM PORTUGAL
Estranhamente o Tribunal Constitucional recusou a proposta de inconstitucionalidade do senhor Presidente da República António José Seguro, relativa à lei que foi aprovada em 7 de Julho passado, pelo facto desta lei inplicar por arrastamento, a "separação efetiva entre pais e filhos ou a expulsão indireta de menores de nacionalidade portuguesa que dependem dos seus progenitores estrangeiros para sobreviver".
O T.C., além de não considerar a lei aprovada pela A.R. pouco consentânea com a Constituição Portuguesa, associa aos seus argumentos de resposta ao PR, um decreto que surge no âmbito do "Novo Pacto em Matéria de Migração e Asilo da União Europeia", que entrou em vigor no passado mês de Junho. Ora, as razões da União Europeia, podem bem não ser as razões de Portugal. As dúvidas do senhor Presidente da República são, na verdade, justificáveis por razões de ordem humanitária, tendo apontado que "mulheres, homens e crianças que pedem asilo e refúgio" em Portugal, "fogem de guerras, de conflitos armados, de perseguições políticas, entre outras razões humanitárias". O TC não levou esta realidade em consideração, o que é, no mínimo, estranho. O senhor Presidente da República não é favorável à imigração ilegal, mas defende a justiça numa sociedade que é uma democracia e igualmente um estado de Direito. O mais estranho de tudo isto é que o diretor da rádio Observador, Miguel Pinheiro, tenha hoje, na sua rubrica das 8,25 h, colocado António José Seguro como o VILÃO, numa rubrica titulada O Bom, o Mau e o Vilão!
31/8/2026 (publ. no Facebook e no Linkedin)
Teresa Ferrer Passos

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NOTA:
O Senhor PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROMULGOU A LEI DO RETORNO, TAL COMO TINHA SIDO APROVADA PELA MAIORIA DE DIREITA NA A.R. E DE ACORDO COM O PARECER DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, APESAR DE DISCORDAR DESTE LEI, PORQUE É UMA PESSOA CORDATA E RESPEITADORA DA INSTITUIÇÃO JUDICIAL, COMO DEVE SER NUMA DEMOCRACIA.
1 de Setembro de 2026 (publ. no Facebook e Linkedin)
Teresa Ferrer Passos

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