segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Temperaturas anómalas durante quase quatro dias em Lisboa


Devido aos 43º a 44º de Lisboa, só podia sair de casa depois das 21,30 e nem assim apanhava a mais leve brisa, antes um ar ainda bem quente! Foram dias muito difíceis, até porque foi uma situação nunca vivida, segundo a meteorologia. Quase quatro dias, Lisboa irrespirável, uma alteração climática assustadora! Qual o futuro que espera à Península Ibérica, à Europa, ao mundo?! Que medidas são pedidas pelos governos aos especialistas? Quanto tempo vão elas levar a serem postas em prática? De que se está à espera?!

6/8/2018
Teresa Ferrer Passos

Os medronheiros ardem na serra...


É urgente tomar medidas que façam suster as cegas alterações climáticas provocadas pela ambição desmedida do lucro e do prestígio socio-político de muitos, que não têm consciência de que eles próprios serão um dia também vítimas.
 
6/8/2018
T.F.P.

sábado, 4 de agosto de 2018

Os prémios literários


«Até mesmo os prémios literários se tornaram uma forma de “equilibrar” a escassez de meios financeiros resultantes da venda de livros ou de direitos e não apenas, como deveria ser, um reconhecimento público das melhores obras ou dos melhores autores: a obtenção de um prémio literário tornou-se um acto de sobrevivência para qualquer escritor.»

José Manuel Cortêz (excerto de «O Sistema» in Facebook,
3/8/2018)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Poema «Nova Fala de...»

William Shakespeare (1564-1616)
  
Nova Fala de Shakespeare enquanto Criança


com todas as veras, à Prof. Doutora Maria Leonor Machado de Sousa
de todo o coração, à Doutora Maria Teresa Maia Carrilho  

(invoco, para a Musa minha, o 6 de Copas Arcano)

   
«Ser génio quer dizer reproduzir-se igual a si próprio.»
   
                                                                       José de Almada Negreiros


A Beleza eu idolatro,
Dela eu sou aficionado,
Na Beleza nos adamos,
Mas no auto, e no teatro,
Baralha as cartas o Fado
E somos nós que as jogamos.

Por enquanto sou donzel,
Numa noite de Verão
E idealista no idílio,
Será grande o meu papel,
É meu aparte, e oração,
Ovídio, Plauto e Virgílio.

O meu verso é Tasso e terso,
Minha endecha, o albatroz,
O meu trigo, o entremez,
Pois no palco do Universo,
Será grada a minha voz,
Será grande a minha vez.

Nossa trama é tal e qual
Como os loucos ao luar,
Como a lis e como o lai,
Que eu sou livre e liberal,
Eu não quero laborar
No açougue de meu Pai.

E se em salmo, apologeta,
Eu só quero ser Poeta,
Serei meigo e o mistério,
Serei sal e o saltério,
Contra o mal e o medonho,
Numa representação,
Será tudo como o sonho
Duma Noite-São João………..

                                          Que Luz, 23/ 07/ 2018

Sociedade de Estudos de Filosofia e Literatura Comparadas

Ad Augusta per Angusta*

                                Paulo Jorge Brito e Abreu

* Nota da Redacção: Não se chega ao triunfo sem obstáculos a vencer.

A fantasia...




A fantasia é o reino dos pequeninos insetos. Procuremos nele entrar!
 
2/8/2018
                                                                                                                                                    Teresa Ferrer Passos

terça-feira, 31 de julho de 2018

O coração de Deus


Perante os problemas, contamos só connosco e com os nossos meios ou partimos do coração grande de Deus que nos dá “tudo o que é mais preciso”?

Dom Manuel Clemente (Twitter, 30/7/2018)

"Partir do coração grande de Deus", como escreve D. Manuel Clemente, que mais é preciso?
Teresa Ferrer Passos (Twitter 31/7/2018)

Tudo era simples e sem pompa


«Cristo Nosso Redentor com cinco pães de cevada e dois peixes banqueteou quase 5000 homens, afora mulheres e meninos: e toda esta gente ficou contente e abastada, que foi cousa miraculosa [...] sem haver aí mais iguarias, sem haver casas, nem cadeiras, nem mesas, nem aparatos. O toldo rico e dourado era o céu, os dosséis de brocado eram os temperados raios do sol, as mesas lavradas e marchetadas de prata e marfim e bisagras de ouro, eram as ervas do verde campo, as alcatifas, turquesas custosas e as toalhas finas damascadas eram as boninas e flores, que a terra produzia. Tudo era simples e sem pompa, tudo sem sinal de delícias e vaidades. Que é dos manjares brancos, que ali havia? Que é das invenções curiosas, que ali se achavam? Que é das iguarias custosas? Que é das cousas doces e das conservas esquisitas? Tudo ali era singelo, tudo era alegre e bem assombrado».

Fr. Heitor PINTO, Imagem da Vida Cristã, 1563-65.

Por intermédio de Marco Daniel Duarte (Facebook)

COMENTÁRIO:

As sábias palavras de Fr. Heitor Pinto, a faltarem, cada vez mais, numa sociedade em que prepondera a ideia de que o luxo e a fama são os únicos valores pelos quais se deve lutar.
30/7/2018
Teresa Ferrer Passos

segunda-feira, 30 de julho de 2018

O livro, a literatura em declínio

A televisão, a Internet, os vídeos, os festivais pop, as discotecas, os bares, com grande divulgação nos media, são atração crescente.
E, em Portugal, só um pequeno escol se interessa ainda pelo livro. O seu declínio é bem visível. E já não se pode parar esta evolução mental da sociedade contemporânea.

30/7/2018
Teresa Ferrer Passos

sábado, 28 de julho de 2018

Duas cidades descaracterizadas ou o fim da tradição



O que se está a passar em Coimbra, como muito bem analisa Carlos Carranca, na rede social Facebook, não é mais do que a morte de Coimbra, antes pautada pelo estudo, pelas tertúlias e pela saudade estudantil.

Algo de semelhante acontece em Lisboa. Esta cidade deixou de ter vida intelectual, deixou de ter livrarias por onde passavam os escritores, deixou de ter cafés marcados pelos seus encontros frequentes e as suas polémicas.

A vida de Lisboa já só é traçada pelas compras nos grandes centros comerciais apinhados, o consumo abundante de bebidas nos bares que enxameam as ruas e pelas filas de carros a sair para as casas de campo dos fins de semana. A vida quotidiana dos habitantes de Lisboa mais parece umas mini-férias estabelecidas durante todo o ano...

27/7/2018

Teresa Ferrer Passos

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Fogos incontroláveis na Grécia que já conhecemos aqui, do outro lado da Europa, em Portugal


As férias (?!) de verão perto de Atenas, na belíssima pobreza da paisagem da antiga Hélade, a balouçarem-se nas árvores de ventos súbitos, a redemoinhar loucos fogos lançados pelo desconhecido, hoje. Férias em Atenas, num passado todo pensar o firmamento, as estrelas, a terra quente e a água morna do seu Mediterrâneo. Hoje, esse mar é refúgio de perseguidos e é também o mar dos gregos a fugir dos fogos e à espera da vida. À espera de diálogos possíveis entre uma morte pelo fogo ou a morte na frescura das ondas, cheias de vida. Vida nova, completamente nova, esperam ainda. Os gregos.

25/Julho/2018
Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 20 de julho de 2018

HÁ 25 ANOS (O NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO)


Há vinte e cinco anos,
Quando saí de casa ao teu encontro,
Eu não sabia que ia ao teu encontro.

Eu não sabia que as ruas percorridas
As iríamos, juntos, percorrer de novo,
Refazendo de todas o traçado,
Demolindo casarões abandonados,
Erguendo novas moradias,
Plantando jardins no meio do asfalto.

Quando saí de casa ao teu encontro,
Nada sabia dos dias que viriam,
Dos novos sóis que à noite nasceriam,
Das portas que os anjos abririam,
Dos vulcões despertos que ousariam
Sacudir os mantos de lava que os tolhiam
E transformar em sangue e água e vida
O pó, as cinzas e a lava.

Julgava viver um dia como os outros,
No dia em que saí ao teu encontro;
Julgava que o tempo seria sempre igual,
Feito de horas, minutos e segundos.

No dia em que saí ao teu encontro,
Eu não sabia que ia ao teu encontro,
E não sabia que me ia encontrar.

Mas o teu tempo era composto por compassos,
Era uma valsa ao longo de alamedas
De um labirinto largo aberto ao céu,
Um céu sem nuvens e sem presságios negros
Onde me vi espelhado nas estrelas
Quando os nossos olhos se encontraram.

20/7/2018
Fernando Henrique de Passos

APENAS HÁ VINTE E CINCO ANOS...


na fundação Gulbenkian 
um bar uma biblioteca 
e o eco das palavras 
vibraram súbitas 
perdidas 
sem sentido algum 
desencontradas de si mesmas 
e de nós. 

Nessa tarde de Julho 
os corações invisíveis tocaram-se 
numa mesa quadrada que tu preencheste 
com dois cafés, 
um para mim, outro para ti. 
Tudo começava imperceptível 
cheio de brevidade 
e nós não o podíamos saber… 

20 de Julho de 2018 (no 25º aniversário do nosso conhecimento pessoal)

Teresa Ferrer Passos

quarta-feira, 18 de julho de 2018

E o encontro, acontece


Os excluídos, os abandonados da sociedade, à volta, por exemplo, da igreja dos Anjos, em Lisboa, só sobrevivem pela própria comunhão que a solidão cria entre eles. E o encontro, entre eles, esbarra com o desencontro em que sobrevivem, sem se dar conta, aqueles que os excluíram, que os abandonaram.

18/Julho/2018
Teresa Ferrer Passos

terça-feira, 17 de julho de 2018

Poema intitulado (teoria do tudo)



«Um fragmento de Deus
separou-se do resto do seu corpo.
Corpo e fragmento sofrem atrozmente.
Desejam reunir-se
Mas vogam no espaço que os separa.
Só podem voltar a encaixar
Se no instante em que de novo coincidam
For rigorosamente zero a sua velocidade relativa:
Não poderá haver nesse momento
Qualquer impulso mútuo...
Nem de atração...
Nem de repulsa...»

Fernando Henrique de Passos, «Breve viagem nas margens do mistério», Textiverso, Leiria, 2018, p. 51.

domingo, 15 de julho de 2018

Crescer na sua carne

«Que alegria, em cada dia, ver esse trigo crescer na sua carne para o oferecer ao mundo! E as faces de Maria pareciam cobertas de um sorriso infinito!
 

Através de Jesus, o Senhor poderia dar a conhecer aos homens o Seu pensamento, sem os escandalizar com uma intervenção que infringisse todas as leis naturais. Que palavras preciosas escutariam.»

Teresa Ferrer Passos, «Anunciação», Universitária Editora, Lisboa, 2003, p.96.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Despedida, minha mãe?!

Sempre a despedida adiada,
sem lhe ver um fim.
A tua presença em mim, no ar que respiro.
A tua voz transparente,
o teu olhar doce. 
A saudade intacta e a memória
também. Hoje. Amanhã.
Ontem. E foi há vinte e oito anos
que te olhei a última vez.

11 de Julho de 2018


                                                  Teresa Ferrer Passos




terça-feira, 10 de julho de 2018

Resistir numa estranha gruta do Norte da Tailândia

«Lao-Tseu converteu o povo
Ao não-agir
E pela pureza e pela calma,
conduziu-o à fonte»
Sseu-ma Ts'ien in H. van Praag, «Sagesse de la Chine», 1966, p.53.

Lembrando Lao-Tseu (contemporâneo de Buda e Confúcio), o grande filósofo taoísta, numa homenagem à calma daqueles 12 rapazes, entre os 11 e os 15 anos e ao seu jovem treinador, de apenas 25 anos de idade, que foi monge budista durante vários anos e que soube incutir aos seus discípulos a sua própria paz, nas duas longas e dramáticas mais de duas semanas, na prisão das rochas e da água lamacenta, na escuridão e no isolamento, vividos na estranha gruta de Tham Luang, no Norte da Tailândia.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vida


O mistério está todo encerrado na natureza. E, eis a vida.

4/7/2018
Teresa Ferrer Passos

Sem poder agradecer


Quanto do mar somos nós, quanto lhe pertencemos,
sem saber, quanto lhe devemos, sem poder agradecer-lhe.

Teresa Ferrer Passos

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O Diário de Notícias à beira do fim?!



     O jornal Diário de Notícias, onde escrevi artigos (assinava pelo meu ortónimo Teresa Bernardino) na rubrica "O Livro da Quinzena" e outros de caráter cultural, de 1976 até 1990.
     Nesses anos, o D.N. ainda tinha uma alta cotação entre os jornais nacionais. O declínio, com a chegada do século XXI, ou o estertor, com as suas duas primeiras décadas, culminam em 2018. Parece moribundo pelo que se ouve dizer.
     Ninguém foi capaz de fazer parar essa evolução?!

27/6/20018
Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Nuno Álvares Pereira e a fundação da dinastia de Avis



«Estas considerações de lhaneza mostravam-me o acerto da escolha de dom João, filho de el-rei Dom Pedro e Dona Teresa, para soberano do disputado reino de Portugal. Sentia agora, com satisfação, que o Mestre estava pronto a assegurar a fundação de uma nova dinastia, sustentáculo maravilhoso da ínclita geração de príncipes de que todos os Portugueses hoje se orgulham.»

          Teresa Bernardino [ortónimo de Teresa Ferrrer Passos], «Eu, Nuno Álvares» (romance autobiográfico de Nuno Álvares Pereira), Europa-América, 1987, p.91.

Nota: Com o Papa Bento XVI, ascendeu a santo com o nome de Nuno de Santa Maria, nome com que entrou, em 1423, no mosteiro do Carmo (Ordem dos Carmelitas), em Lisboa, por ele fundado.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Poema-Memória de Paulo Brito e Abreu


Epicédio à partida de D. Albertina Lima Gonçalves

( fala de Maria da Conceição Brito e Abreu perante o passamento de sua augusta Madre)

«Em verdade, em verdade vos digo:
 se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer,
 fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.»
Evangelho de S. João, 12: 24

Alma pura, que foste uma avezinha,
Minha terna Mãezinha de amaranto,
Perante vós, ó Mãe, Amor se inclina,
O Sol Te oraculiza, e cala o canto.

Se lá, no divo assento, és Tu menina,
Se o Padre Joaquim é qual encanto,
Tu volve, sobre nós, diva divina,
Às Almas Tu of’renda Amor e manto.

Das Madres musicais és Tu Rainha,
Tu és, numa quimera, o Santo Graal.
Oriunda, nos orbes, duma linha

De Santas, e varões de Portugal,
Tu foste, no aljôfar, Albertina,
Que Te cante uma Lira matinal.

Queluz, 29 e 30/ 04/ 2018

                AVE MARIA, GRATIA PLENA

                           Paulo Jorge Brito e Abreu

O Presidente dos EUA

Trump é um ser desumano, violento em excesso e de uma vaidade que o leva a só procurar as excentricidades políticas, caso do acordo anti-nuclear com Kim Yong Un ou mudar a embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém, sem nenhuma vantagem imediata para ele... Exibir-se até ao excesso é fundamental!!!
21/6/2018
Teresa Ferrer Passos

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Um ano depois...


Um ano depois dos grandes incêndios que dizimaram uma grande parte do Centro de Portugal, continuam por recuperar 40% das casas. As famílias que as perderam, continuam sem casa!
Mas o chefe do Governo diz que já se fez muito!
Até já se fez uma estátua para inaugurar pelo presidente da República, no dia do 1º aniversário das mortes...
E os bombeiros continuam a dizer que o material para combater os incêndios é mais ou menos o que tinham, há um ano atrás, e a dizer perante as câmaras das televisões que, no ano passado, receberam ordens para deixar arder!
Não há, não houve, responsáveis pela calamidade do grande flagelo do fogo que matou mais de cem pessoas e deixou gravemente queimadas mais de duzentas pessoas?!

17/6/2018
Teresa Ferrer Passos

Poema de Carlos Lopes Pires


«o amor é uma grande dor 
que há no mundo
e vem das árvores e do outono
cresce entre os espinhos e as rosas
com pássaros fome gestos
e é uma dor muito grande
uma cadeira um banco
um dia
tanta coisa cabe nesta dor
até mesmo a alegria»

Carlos Lopes Pires, «A noite que nenhuma mão alcança», 2018, p. 20

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Limites da Internet

«A Internet é um poderoso e utilíssimo meio de comunicação, porém jamais poderá oferecer-nos o calor do encontro, o verdadeiro som, a verdadeira imagem, o verdadeiro coração da outra pessoa.»

           Frei Alexandre in Domenico Agasso Jr., «Santo António de Pádua», S. Paulo, Paulus, 2016, p.8.

domingo, 10 de junho de 2018

Lembrar Cesário Verde no Dia de Portugal



A casa onde o poeta Cesário Verde viveu e morreu, em 1886. No Largo de S. Sebastião, ao Paço do Lumiar. Casa que está, hoje, quase em ruínas, conforme as fotos tiradas há poucos dias. Eis, o estado das paredes exteriores que já mal sustentam a lápide lá pregada, em 1986 (1º Centenário da sua morte), pela Câmara Municipal de Lisboa.

Esse mesmo Cesário Verde que escreveria, em carta datada de 1880, ao futuro conde de Monsaraz: «Uma poesia minha, recente, publicada numa folha bem impressa, limpa, comemorativa de Camões, não obteve um olhar, um sorriso, um desdém, uma observação. Ninguém escreveu, ninguém falou, nem num noticiário, nem numa conversa comigo; ninguém disse bem, ninguém disse mal!»

Lembramos hoje, Dia de Portugal, a memória desse poeta que, hoje ainda, não é compreendido na dimensão que, muitos anos mais tarde, Fernando Pessoa lhe atribuiria
nas suas páginas.

10 de Junho de 2018
                                                        Teresa Ferrer Passos

sábado, 9 de junho de 2018

Não façam aos outros o que não querem que vos façam



«Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-à dado».

«A medida que usardes com os outros será usada convosco» (Lc 6, 36-38)»

Papa Francisco, Exortação Apostólica «Gaudate et Exsultate», Abril de 2018, Ponto 81.


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A chuva encobre as nossas lágrimas de modo tão subtil, que até parece um sorriso.
31/5/2018
Teresa Ferrer Passos

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Portugal foi o 1º país a abolir a pena de morte para crimes civis no ano de 1867. Atualmente, a pena de morte é um ato proibido e ilegal segundo o Artigo 24.º alínea 2 da Constituição Portuguesa.

Como explicar que seja agora esse mesmo estado a fazer uma Lei que declara a legalidade jurídica da solicitação da "pena" de morte para si próprio por um doente, mesmo com doença incurável?
29/5/2018
Teresa Ferrer Passos
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«Logo a seguir, o computador oferece-lhe imagens novas. Olha, olha e procura na expansão do olhar os seus olhos. Estão vidrados de lágrimas. E, no silêncio tranquilo daquele sonho, todo feito de real, descobre formas nunca vistas. A dilatação das pupilas projecta-se. Abarca com os olhos até aos limites da forma amendoada do seu corpo flácido transformado numa gelatina fina. Das órbitas incendiadas de febre soltam-se búzios, espreguiçando-se dentro de um peixe-agulha; e da sombra das suas mãos rompe toda uma revolta de mar a quem roubaram as conchas, os corais, as algas com centenas de metros e os cavalos-marinhos gigantes.»

Teresa Ferrer Passos, «Um cientista e uma folha de papel em branco», Chiado, 2015, pág. 100.

25/5/2018



sexta-feira, 1 de junho de 2018

A paciência



«Eu estava todo deitado nos meus ouvidos. O som da palavra, esse sentido a refletir o espírito. A vibração, procurava-a no meu espírito. Crescia no meu corpo.
Tudo isto me parecia uma inquietação. Uma impaciência. Depois, a paciência erguia-se. E eu encontrava todos os dias o dom da paciência».

Teresa Ferrer Passos, Jesus até ao fundo do coração, Chiado, 2016, p.158.


A vida é o último valor da existência humana. Às vezes uma pessoa que sofre muito ainda é útil àquele que se aproxima dela para lhe segurar a mão, porque, nesse momento, o sofrimento espiritual daquele que se aproxima ainda é maior.

30/5/2018
Teresa Ferrer Passos

sábado, 26 de maio de 2018

A lei da eutanásia em discussão


Breves palavras acerca da lei da eutanásia (a discutir em 29/5/2018 na Assembleia da República de Portugal):

1. A decisão de ser posta em prática pelo doente não diz apenas respeito ao interessado.
2. A decisão precisa, pelo menos de um conivente que é o médico. Este passa a ser o executante do crime contra integridade de uma vida humana, o que é universalmente condenado pelo direito civil das sociedades que lhe obedecem.

3. Mesmo que dissesse respeito só ao interessado, não tinha por isso mais legitimidade, porque iria este contra a integridade física do seu próprio corpo, da sua própria identidade pessoal.
4. Assim, deveria ser demovido do seu acto, pois iria violar uma vida humana que era a sua própria vida.
5. O argumento da dignidade humana estar em causa devido ao sofrimento de uma doença, não pode ser considerado como legítimo, porque uma pessoa que sofre, seja física ou moralmente, não é menos digna do que uma pessoa que não sofre.

26/Maio/2018
Teresa Ferrer Passos

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O Gnosticismo Atual (5)




«Mesmo quando a vida de alguém tiver sido um desastre, mesmo que o vejamos destruído pelos vícios ou dependências, Deus está presente na sua vida. Se nos deixarmos guiar mais pelo Espírito do que pelos nossos raciocínios, podemos e devemos procurar o Senhor em cada vida humana. Isto faz parte do mistério que as mentalidades gnósticas acabam por rejeitar, porque não o podem controlar».

«Quero lembrar que, na Igreja, convivem legitimamente diferentes maneiras de interpretar muitos aspetos da doutrina e da vida cristã, que, na sua variedade, «ajudam a explicitar melhor o tesouro riquíssimo da Palavra. [Certamente,] a quantos sonham com uma doutrina monolítica defendida sem nuances por todos, isto poderá parecer uma dispersão imperfeita».

Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudate et Exsultate, 9 de Abril de 2018 Capít. II, Pontos 42 e 43 (excertos).

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Olhar no silêncio


A grande companhia das árvores!
Parece que não param de nos olhar no seu silêncio.

23/Maio/2018
Teresa Ferrer Passos

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Dom António Marto, Cardeal


O Papa anunciou, ontem, no Vaticano, a nomeação para o cargo de Cardeal de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima. Tendo completado 71 anos de idade, no dia 5 de Maio de 2018, tem sido um dos maiores dinamizadores do Santuário de Fátima, o maior Santuário da Europa. Notabilizou-se pelo grande entusiasmo que pôs na participação das crianças na liturgia de Fátima.

Lisboa, 21 de Maio de 2018 
Teresa Ferrer Passos