quarta-feira, 27 de setembro de 2023
CAPELINHA DAS APARIÇÕES À NOITE NA COVA DE IRIA
ECOLOGIA
De troncos ressequidos, de folhas velhas, decadentes, de frutos
apodrecidos na terra árida, se construiu e reconstruiu o mundo.
T.F.P.
domingo, 24 de setembro de 2023
DIA MUNDIAL DOS MIGRANTES E REFUGIADOS
sábado, 23 de setembro de 2023
RECORDANDO O DIA DA MORTE DO POETA
ANTÓNIO RAMOS ROSA (1924, 17/10-2013, 23/9) - Tendo recebido o PRÉMIO PESSOA, o PRÉMIO NACIONAL DE LITERATURA, entre outros, fundou e colaborou com ensaios literários nas revistas Cassiopeia, Árvore e Cadernos do Meio-Dia. Além de uma vasta e polimórfica obra poética, cultivou o ensaio literário e ideológico sobretudo na obra Poesia Liberdade Livre.
da pedra negra e alta
da matéria da linguagem e nos lábios
feridos da pureza numa festa.
Festa do mar e da palavra livre
que festa seria do corpo libertado?
Aqui cintila a coluna do não-ser
aqui se perde a pedra e o fogo livre.
de um outro fogo do mar de uma outra festa
que viria da palavra de outro ser.»
António Ramos Rosa, O Incêndio dos Aspectos, A Regra do Jogo Edições, Lisboa, 1980, p.83.
terça-feira, 19 de setembro de 2023
sábado, 2 de setembro de 2023
AS NOVAS CONSTRUÇÕES CIBER-MENTAIS CONTEMPORÂNEAS
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
quarta-feira, 30 de agosto de 2023
PERCURSOS VAGOS
em cada caminho erguem-se trilhos estreitos
que confinam com outros mais pequenos e frágeis.
no caos da vida as escolhas são um impossível.
não nos deixam um traço de liberdade.
até a água que sugamos como se fosse um néctar
acalenta só por instantes. E estes escorrem
as ruas infestadas de vento
com sinfonias vindas de uma força arrasadora.
sigo o caminho carregada com a incerteza
a transformar a abundância ainda visível
a verter o destino numa realidade delirante
transmudam-se em grãos de areia
e zarpam para um caos horribilis desmembrado.
o instável ganha forma e perco-me nos instantes
sem encontrar a estrada a delir-se com lentidão.
caminho ainda. devagar entre ervas ruins
aquele vento que passa ignorando-me. o vento.
penetro a lama. aí o lugar indecifrável
30 de Agosto de 2023
Teresa Ferrer Passos
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
FRAGMENTO 3
sábado, 19 de agosto de 2023
FRAGMENTO 2
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
FRAGMENTO 1
sábado, 12 de agosto de 2023
UM POEMA
NAS SERRANIAS
DE ODEMIRA
«Acendeu-se um fogo;
mas o Senhor não estava no fogo»
1º RS, 19,12
Teresa Ferrer Passos
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
domingo, 6 de agosto de 2023
Na missa do Envio no Parque Tejo em Lisboa (6/8/2023) disse o Papa Francisco a um milhão e meio de jovens, vindos de todo o mundo:
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| Parque Tejo em Lisboa, última missa do Papa Francisco na JMJ em 6/8/2023 |
sexta-feira, 4 de agosto de 2023
Na cerimónia de acolhimento à JMJ no Parque Eduardo VII, em Lisboa (3/8/2023), algumas passagens da notável Homilia proferida pelo Papa Francisco:
«Nenhum de nós é cristão por acaso. Todos fomos chamados pelo nosso nome. Ao princípio da teia da vida, ainda antes dos talentos que possuímos, das sombras e feridas que carregamos dentro de nós, recebemos um chamamento. Chamados, porque amados. Fomos chamados porque somos amados. Aos olhos de Deus somos filhos preciosos, que Ele cada dia chama para abraçar e encorajar»
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| JMJ no Parque Eduardo VII em 3/8/2023 |
quinta-feira, 3 de agosto de 2023
Na Oração de Vésperas celebrada na Igreja dos Jerónimos (2/8/2023), em Lisboa, disse o Papa Francisco:
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| Igreja dos Jerónimos em Lisboa J L |
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
BEM VINDO A LISBOA, PAPA FRANCISCO!
sexta-feira, 28 de julho de 2023
JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE/2023, LISBOA
"Mas a Mim, que vos digo a verdade,
por que motivo Me não acreditais?"
(Jo 8, 45)
Não há verdade, não, sou do reino do húmus,
das folhas secas, do lodo e das turfas que não morrem.
Sou do reino do breve tempo. Aqui, as horas fogem
na ardência do sol com que trilho o húmus carcomido.
Eu não vivo no mundo da verdade. Sou todo
fantasia que pousa nas auroras nascentes
como melódico violino carregado de riquezas.
cheias de furacões que pontificam.
Eu faço vicejar a mentira e tantos acreditam.
Seguem-me como bestas domesticadas
pelo medo e pela fortuna brilhante como o sol.
só a mentira ilumina sem ténues brados,
sem falhas ou pudores murchos,
ela é o néctar que me inebria. Sou a mentira finita,
sou a mentira inteira, sem perda alguma
e toda sem memória de promessa. Eu sou o mundo.
sou caruncho a devorar a madeira!
Gosto de sepulcros velhos, de portas fechadas,
de líquenes a lacrimejar nas paredes.
Eu reino aqui entre o húmus. Sou a felicidade a reinar!
Carrega a verdade nos ombros.
Logo pergunto, abismado: "Que vens fazer aqui?!"
"Trago comigo a verdade".
A verdade a chegar?! Que lenta, que dentro de si,
sem uma luz que a ilumine, que diferente
de mim, tenaz e fosforescente,
E não resisto a dizer-lhe.
"Que figura caricata vejo a chegar ao meu reino,
tu nada possuis, não és real, como falas de verdade
se ela, aqui, até nem pode existir?!"
Sem dizer uma palavra, a verdade
passava, continuando o caminho.
E que verdade seria, com suas asas quebradas,
sem palavras de diamantes vestidas
e com passos tão pequeninos?
Lisboa, 27 de Julho de 2023
Teresa Ferrer Passos
quinta-feira, 20 de julho de 2023
MEMÓRIA
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| Escultura "Mar sem fim" (1981) de João Fragoso no jardim da Fundação Gulbenkian |
No 30º aniversário do dia em que nos conhecemos na Fundação Gulbenkian
Trouxeste o Fogo de Deus.
Abri os olhos.
Um clarão alagou a minha alma
como um dilúvio sem Arca de Noé.
Dentro de mim
só Cristo resta em pé.
Trouxeste o Fogo de Deus.
Lancei-me nele.
Cerrei os dentes
e nadei contigo até ao fundo.
Aqui construiremos
um mundo menos mundo.
Trouxeste o Fogo de Deus.
Queimou o mal.
Das suas cinzas se erguerá
um novo Paraíso, mas sem Queda.
Depois descansaremos embalados
Pelo crepitar da Grande Labareda…
20/7/2023
Fernando Henrique de Passos
A perder o sentido, a vida
a esvaziar-se. Uma labareda insuspeita
inunda-me. Há um silêncio loquaz. Inscrevem-se
sentidos de nova liturgia, sem
pontos cardeais, sem bússola ou quadrante.
As trevas tão pesadas, sem estrelas a cintilar.
Vejo o espaço vértice para uma luz brilhar.
a erguer-se lentamente num amor inconsútil,
pronto a vencer imagens de revoltos temporais.
20/7/2023
Teresa Ferrer Passos












