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sexta-feira, 20 de junho de 2014

A mesma jornada

CARTA ABERTA

A tua jornada em direcção ao centro de ti mesmo
A tua jornada em direcção a Deus
A tua jornada em direcção aos outros
– Três nomes diferentes para a mesma jornada

Papa Francisco,

poderia abordar a questão da falta de rigor da tua expressão “Deus dos filósofos”. Poderia dizer que não existe tal coisa, mas apenas, na melhor das hipóteses, um Deus para cada filósofo que falou sobre Deus. Mas percebo o que querias dizer. Muitas vezes o que queremos dizer não coincide exactamente com a forma das palavras que usamos para dizer o que queremos. Além do mais, não foi isso o que me perturbou. O que me perturbou foi tu dizeres que não gostas dele, desse tal “Deus dos filósofos”. E isso perturbou-me porque me parece que, num mundo tão desesperadamente materialista como é o mundo actual, não devemos “fechar ao trânsito” uma única via que possa conduzir a Deus, por mais esburacada que seja, ou mal iluminada, ou sinuosa, ou até mal frequentada.

A Razão sequestrou o Coração de muitos irmãos nossos, e não os deixa olhar e escutar as imagens, o vocabulário e os símbolos da tradição cristã sem um sentimento de troça e de repulsa. É preciso seduzir de novo a Razão, para que ela volte a permitir aos seus Corações o acesso à Palavra do Senhor. E só se pode seduzir a Razão (e, mesmo assim, muito a custo) com o Deus abstracto dos filósofos e, se necessário, até com a linguagem dos cientistas.

(A propósito, acho que devias obrigar todos os estudantes de teologia a terem cadeiras de física teórica e de matemática pura. Não tanto pelos factos concretos que iam aprender, mas porque o contacto com certo tipo de relações entre certo tipo de entidades abstractas ajuda a perceber que o absurdo pode ser compatível com a lógica e pode estimular a imaginação no sentido de encontrar novas soluções para velhos problemas. Claro que os mistérios serão sempre mistérios, pelo menos nesta nossa forma transitória de existência, mas algumas contradições aparentes poderiam passar a ser muito menos chocantes.)

Papa Francisco, por favor, muitos irmãos nossos talvez precisem do Deus difuso dos filósofos para chegar a Cristo. Eu sei que isto é exactamente o contrário do que devia ser, mas desta vez o Demónio deu um nó muito bem dado!

19/6/2014


Fernando Henrique de Passos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Casamento cristão (1)


«Que deves tu dizer à tua mulher? Diz-lhe com muito carinho: “Eu escolhi-te, amo-te e prefiro-te à minha própria vida. A existência presente não é nada; por isso, as minhas orações, as minhas recomendações e todas as minhas ações, realizo-as para que nos seja concedido passarmos esta vida de tal maneira que possamos ficar reunidos na vida futura, sem mais nenhum medo da separação. O tempo que vivemos é curto e frágil. Se nos for concedido que agrademos a Deus durante esta vida, ficaremos eternamente com Cristo e um com o outro, numa felicidade sem limites.»

  De uma Homilia de S. João Crisóstomo (Doutor da Igreja) sobre a Epístola aos Efésios. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Evangelizar sempre...



       «Deus não nos pede que tenhamos sucesso, mas que trabalhemos; ora, o nosso trabalho não será menos recompensado por não termos sido escutados. […] Cristo sabia perfeitamente que Judas não se converteria; e contudo, tentou convertê-lo até ao fim, censurando-lhe o seu pecado em termos comoventes: “Amigo, a que vieste?” (Mt 26, 50).
       Ora, se Cristo, que é o modelo dos pastores, trabalhou até ao fim pela conversão de um homem desesperado, quanto devemos fazer nós por aqueles por quem nos foi ordenado que esperemos sempre!»

De uma Homilia de S. João Crisóstomo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Dia Mundial do Doente


A data foi instituída a 11 de Fevereiro de 1992, pelo Papa João Paulo II.
Na carta de instituição do Dia Mundial do Doente, João Paulo II lembrou que a data representa «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade»