sexta-feira, 29 de outubro de 2021
POEMAS-MEMÓRIA
domingo, 17 de outubro de 2021
Amanhã, a literatura?
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Lembrando o 13 de Outubro de 1917
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| Representação da Santíssima Virgem Maria, sua mãe e seu pai, Santa Ana e S. Joaquim. Pintura de Francisco Zurbarán (1598-1664) |
domingo, 10 de outubro de 2021
MEMÓRIA do advogado José Jacinto Bernardino (1888-1962) no aniversário da sua morte
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| Da direita para a esquerda: avô, pai, eu e avó |
Ao meu avô paterno
Naquele dia outonal, na pequena Alcantarilha,
a mãe mostra o filhinho e logo um voto formula:
hás de servir a Deus, abençoado menino,
hás de ser padre, se tal honra me for dada.
o direito, a lei, a justiça, iam um dia desviá-lo.
O seu sonho era defender a gente
que num banco de réu se sentasse,
fosse rica ou pobre fosse.
"Vou defender quem precisa", pensava, todo a vibrar.
era preciso estudar e a Coimbra rumou.
Um curso de Direito concluiu.
E lá conheceu a mulher que desposaria.
E a todos defendia com a voz da emoção.
as lágrimas a atravessá-lo, quantas vezes as sustinha.
O casamento falhado. Mal amado, vivia.
A desventura sofreu com sabedoria.
Só o tempo das férias lhe dava um certo consolo:
podia voltar à aldeia, aos pais, aos irmãos...
Buscava o amor e a paz que não tinha em sua casa.
Velho e doente, regressa a Alcantarilha.
poucos meses lhe restam. É a hora. A morte espreita.
Definitivo regresso.
A paz de espírito nasce
e na aldeia amada repousa, enfim.
Teresa Ferrer Passos/Teresa Bernardino
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
DIA DE S. FRANCISCO DE ASSIS
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
"Eutanásia disfarçada"
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
sábado, 28 de agosto de 2021
No dia dos meus anos
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
No pequeno cacto, a grande flor
terça-feira, 24 de agosto de 2021
MEMÓRIA DE MEU AVÔ JOSÉ BERNARDINO
“SANTA MÃE”
Ao meu avô José
Bernardino (1888-1962)
Recordo-te na memória imensa da tua “santa mãe”,
assim dizias, como se uma brisa leve
passasse de súbito no teu coração
inquieto e triste. A sua memória era uma
chuva branda a humedecer-te os olhos.
Guardavas dela a lembrança de uma ternura ímpar
que te bafejara desde o nascimento
na casa do perfume dos figos
e das alfarrobas, que se alargava à rua
da pequena Alcantarilha. E a tua voz saudosa
vibrava na cidade distante, o amor da “santa mãe”.
Para ti, ela não cabia na ausência da morte
e davas-lhe a presença nas festas dos dias
de Natal, da Páscoa, dos aniversários…
Ela, a tua “santa mãe”, estava sempre
nessas duas palavras comoventes
vindas da tua alma perdida de carinho.
Ao dizeres "santa mãe”, acendias a candeia
da sua memória e eu, criança ainda,
escutava, julgando ouvir uma oração.
24/8/2021
Teresa Ferrer Passos
domingo, 15 de agosto de 2021
Ez 34, 5-6
terça-feira, 20 de julho de 2021
POEMA INÉDITO:
A PALAVRA ESTÁ NO DESERTO
UM POEMA INÉDITO
domingo, 18 de julho de 2021
UM ARTIGO SEM A ARIDEZ DA NORMALIDADE...
domingo, 11 de julho de 2021
POEMA INÉDITO
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| Minha mãe, Natércia Paz Ferrer, ao centro, com colegas do Hospital (1948) |
CAMINHO
o rochedo soltou-se
das tuas mãos de pó
ávidas de compaixão.
ali ninguém passava
só um delírio de amor cresceu
no teu coração de fogo.
11 de Julho de 2021 (31 anos depois da despedida)
Teresa Ferrer Passos
segunda-feira, 14 de junho de 2021
POEMA INÉDITO
Teresa Ferrer Passos
MEMÓRIA de FRANCISCO MANTERO (1948-2021)
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| Francisco Mantero |
Consultor da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Francisco Mantero morreu no dia 11, aos 72 anos, na sua casa, em Cascais. Francisco Mantero morreu inesperadamente. Conheci-o aos 16 anos, como colega do Liceu de Oeiras. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, desenvolveu numerosas atividades ligadas à economia nacional e aos países lusófonos pelos quais tinha verdadeiro fascínio. De uma simplicidade notória, gostava ainda de conviver com colegas da turma em que concluiu o curso do liceu.










