Percorremos, em noite sem luar,
Um castelo que nunca aconteceu:
Todos os contos de fadas nos explicam
Que encontraremos a porta mais secreta
Na extremidade mais líquida da noite,
No centro do claustro onde as estrelas
Refletem as águas da lagoa,
Onde as cascatas sobem pelas torres,
Onde os poços mergulham nas alturas,
Onde as perguntas são manchas de aguarela
Cujos contornos respondem sem falar:
O castelo noturno é a nascente
Onde desponta o espanto da manhã.
24/2/2017
Fernando Henrique de Passos
sábado, 25 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Soneto para a Lili
(invoco, para a Musa minha, o Arcano, o Arcaico do Mundo )
Tu és a criminosa, a deserdada...
Louca de Amor, à luz de um sonho puro,
Chorando nos jardins só de Epicuro,
Procuras tua vida, angustiada...
Procuras o teu sonho, já cansada,
O teu sonho de Amor e de futuro,
Mas eis que cais no chão, o chão é duro...
E tudo se te volve em cinza e nada.
À noite, pelas portas e aflita,
Tu és a Poetisa que bem grita:
«Que é do meu Amor, que estou doente???»
Mas as vozes e os astros, ó Lili,
Te dizem que eu já fui, que eu já parti...
E morres com Amor em tua mente.
SIC ITUR AD ASTRA
Paulo Jorge Brito e Abreu
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Alianças
Vi-te a caminhar na tempestade,
No dilúvio de luz no cimo da montanha.
Movias-te sem usares velocidade
Atraindo palavras que ligavas
De forma invulgar, de forma estranha,
Moldando uma taça onde guardavas
Os húmidos segredos da claridade,
A oculta aliança da crua realidade
Com o murmurar da fantasia…
…E nesse dia, ao desposar-te,
Desposei a arte e a poesia!
19/2/2017
Fernando Henrique de Passos
Sede de crescer
De um céu azul-anil
desce um horizonte de nuvens.
Oferecem-nos uma água doce e leve.
Parece um vinho novo, perfumado.
Vinho que rejuvenesce e anima.
Bebemos extasiados.
E um encontro único nasce em nós...
Uma felicidade ímpar nos habita já!
Que água pura alimenta
agora o nosso amor insaciável,
porque ainda tem sede de crescer.
19 de Fevereiro de 2017 (memória do 23º ano do nosso casamento)
Teresa Ferrer Passos
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Olhar do Papa Francisco sobre a pedofilia
«Como é que um padre ao serviço de Cristo e da sua Igreja pode infligir tanto mal? Como é que alguém que dedicou toda a sua vida para conduzir as crianças até Deus acaba, ao invés, por devorá-las naquilo a que chamei um “sacrifício diabólico” que destrói tanto a vítima como a vida da Igreja? Algumas das vítimas acabam por se suicidar. Estas mortes pesam no coração e na consciência, minha e de toda a Igreja.»
«É uma absoluta monstruosidade, um pecado horrível, radicalmente contra tudo o que Cristo nos ensinou.»
Papa Francisco
Do Prefácio ao livro de Daniel Pittet, Mon Père, je vous pardonne, 2017 (Pittet foi vítima de pedofilia por um religioso capuchinho, em Friburgo, Suiça).
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
A propósito de «Dia dos Namorados»
«Respeitar uma pessoa é impossível sem a conhecer. (...)»
«O erro de Freud: não reconhece no desejo sexual uma manifestação da necessidade de amor e de união (...)»
«De acordo com o materialismo fisiológico de Freud, o desejo sexual é idêntico à fome ou à sede. (...) O que Freud ignora é a Oposição polar entre o masculino e o feminino, o desejo de ligar os dois pólos pela união. (...)»
«O amor não é possível se duas pessoas não comunicarem entre si a partir do centro da sua existência. É nesta experiência que se situa a realidade humana, a vitalidade, o fundamento do amor(...)»
Erich Fromm, "L'Art d'Aimer"
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Dia Mundial do Doente
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| S. João Paulo II, já gravemente doente |
«Quando admitimos a Eutanásia parece que admitimos que há vidas que não têm sentido ou dignidade»
«A dignidade da pessoa não depende nem da sua produtividade, nem do consumo que faz mas sim do tamanho do seu sofrimento e da sua capacidade para o oferecer»
«Persistir em viver, mesmo diante do sofrimento, é o maior testemunho que podemos dar nesta sociedade da indiferença»
«Uma coisa é desejar a morte quando se está em sofrimento - o mesmo é dizer que um encontro com Deus - outra, bem diferente, é pedir a morte».
Fátima, Igreja da Santíssima Trindade
11 de Fevereiro de 2017, Dia Mundial do Doente
Padre Doutor José Nuno Ferreira da Silva
(Capelão do Santuário de Fátima)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Arquivo secreto
Tenho fotografias do milagre ─
Guardo-as na carteira, junto ao peito.
Quando parto em jornada atravessando o gelo
Preciso de as olhar com frequência
Para me lembrar da existência
Do doce planeta de onde todos vimos.
Tenho fotografias do milagre ─
Quem pode duvidar perante a evidência?
15/1/2017
Fernando Henrique de Passos
sábado, 14 de janeiro de 2017
Fotografia
Ao Fernando, no dia dos seus anos
a tua imagem escapa-se de um sonho antigo.
Sonho a apagar-se?
Não, é teu intuito dar-lhe vida.
A mística equação ergue-se devagar.
A realidade deforma e modifica.
E o sonho? Permanece aceso.
Fazes novos cálculos e ainda outros.
Estranhos, num real de tantas imagens,
fundos, largos, insuspeitos.
Uma direção habita o sonho antigo
que entre os teus dedos ganha asas.
E eis que agora não é apenas sonho,
mas uma fotografia a soltar-se de ti.
14 de Janeiro de 2017
Teresa
Ferrer Passos
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Os dois sonetos de amor da Hora Triste*
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| Maria Barroso (Maio/1925-Julh./2015) e Mário Soares (Dez./1924-Jan./2017) |
I
Quando eu morrer - e hei-de morrer primeirodo que tu - não deixes fechar-me os olhos
meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos
e ver-te-ás de corpo inteiro
como quando sorrias no meu colo.
E, ao veres que tenho toda a tua imagem
dentro de mim, se, então, tiveres coragem,
fecha-me os olhos com um beijo.
Eu, Marco Pólo,
farei a nebulosa travessia
e o rastro da minha barca
segui-lo-ás em pensamento. Abarca
nele o mar inteiro, o porto, a ria...
E, se me vires chegar ao cais dos céus,
ver-me-ás, debruçado sobre as ondas, para dizer-te adeus.
II
Não um adeus distante
ou um adeus de quem não torna cá,
nem espera tornar. Um adeus de até já,
como a alguém que se espera a cada instante.
Que eu voltarei. Eu sei que hei-de voltar
de novo para ti, no mesmo barco
sem remos e sem velas, pelo charco
azul do céu, cansado de lá estar.
E viverei em ti como um eflúvio, uma recordação.
E não quero que chores para fora,
Amor, que tu bem sabes que quem chora
assim, mente. E, se quiseres partir e o coração
to peça, diz-mo. A travessia é longa... Não atino
talvez na rota. Que nos importa, aos dois, ir sem destino.
António Feijó (1859-1917)
* Poema lido por Maria Barroso em gravação-video,
no dia do funeral de Mário Soares,
no claustro do Mosteiro dos Jerónimos
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Viemos adorá-Lo...
«Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos (pagãos) vindos do Oriente. Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? - perguntavam. Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo.» (Mt 2, 1-2)
Ao verem a estrela celeste, seguiram-na. Este foi o primeiro apelo de Deus aos pagãos para prestarem homenagem ao Menino-Rei, ao Salvador do mundo.
Neste dia da chegada dos reis magos ao lugar do Nascimento de Jesus, o Cristo, todo o mundo, judeu, cristão e pagão, se encontrou num humilíssimo estábulo onde Deus e os homens coabitaram em paz.
6 de Janeiro de 2017, Dia de Reis
Teresa Ferrer Passos
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Maria, Mãe de Deus
«Esta é a vontade de Deus, que tudo recebamos por Maria (...) tudo nos vem pelas mãos de Maria»
S. Bernardo de Claraval (1091-1153)
sábado, 10 de dezembro de 2016
DOSSIER NATAL/2016
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| Maria Santíssima a mostrar Jesus aos pastores |
CONVITE PARA O PRESÉPIO
Pastora, minha colega,
Esta noite é tão estrelada
Que até a alma mais cega
Nela vê uma alvorada.
Pastora, doce pastora,
Anda ver o Deus Bebé
A dormir na manjedoura
Entre Maria e José.
Razão minha desta trova,
Dá-me a mão e vem comigo
Onde nasce a Boa Nova
E se acaba o Tempo Antigo.
Quero ser o teu pastor ─
Casa comigo em Belém
Nessa gruta onde o Senhor
Une o Aqui ao Além.
Tendo Jesus por padrinho
Caminharemos cantando
Por mais pedras no caminho
Que o caminhar vá mostrando.
E muitos anos passados
Sobre esta noite de luz
Seremos também lembrados
Quando lembrarem Jesus…
Natal/2016
Fernando Henrique de Passos
«O Incompreensível deixou-Se compreender e conter perfeitamente pela pequenina Maria, sem nada perder da Sua imensidade; é também por Maria que nos devemos deixar conter e conduzir, sem nenhuma reserva.»
«O Inacessível aproximou-Se, uniu-Se estreitamente, perfeitamente e mesmo pessoalmente à nossa humanidade, por intermédio de Maria, sem nada perder da Sua Majestade; será igualmente por Maria que nos devemos aproximar de Deus e unirmo-nos à Sua Majestade.»
«"Aquele que é" quis descer àquele que "não é", fazer que aquele que "não é", se fizesse Deus, ou "Aquele que é"; e fez isto perfeitamente, entregando-Se e submetendo-Se perfeitamente à jovem Virgem Maria, sem deixar de ser no tempo "Aquele que é" desde toda a eternidade».
Luís Maria de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, Paulus Editora, Lisboa, 2009, pág.144 (original manuscrito entre 1710 e 1716, ano da morte do seu autor e somente descoberto em 1842).
DA ROSA DE SARON
(avoco, para mim, o Arcano e Arcaico do Sol de Justiça)
«ab imo corde», à lilial Maria Azenha
«in memoriam» de Joséphin Péladan
ao Mago Merlin, de Tomar
à Ordem da Milícia dos Cavaleiros do Templo
«Porquanto um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado;
tem a soberania sobre os seus ombros, e o seu nome é:
Conselheiro Admirável, Deus herói, Pai Eterno, Príncipe da Paz.»
Isaías, 9: 5
I
Meu coral, Menino d’oiro,
Meu zagal sempre a sorrir,
És Saudade e bom agoiro
Para o tempo que há-de vir.
Tive um sonho Nazareu:
Nós partamos nosso pão
Para o bárbaro e judeu,
Para o árabe e Cristão.
Pois em Nova e Paracleto
Eis o mar e eis Maria,
Ele é frol e é dilecto,
Vem da Cova da Iria.
II
E quanto à Luz, que me encanta???
Quanto à frol, hierofanta???
Meiga e mansa, em mancenilha,
Em apólogo, e aprisco,
Em epígrafe ela brilha:
É Poeta, e é Francisco.
Tu verás erguer o Santo
No seu cálamo, acalanto,
Ser o lídimo, a Minerva,
E fazer Rainha a serva.
E tu verás, em Saron,
Uma Rosa, de bom tom,
Pois ao leme dos Arcanos,
Elimina-se o Averno;
Nós em remos, sorriamos:
O Natal é sempiterno.
Que Luz, 08/ 12/ 2016
AD MAJOREM DEI GLORIAM
Paulo Jorge Brito e Abreu
TU SENHOR
criaste as flores
e as abelhas
engrandeceste
as coisas simples
e os sinais
deste-nos o que era teu
e deixaste
que usássemos a luz
e tudo o que era abundante
e depois ficámos sós
uns e outros
desmerecendo a água
e as nossas próprias mãos.
e um de nós
que eras talvez tu
elevámos em humilhação
e morte
***
ESTA É A FORMIGA DOS MEUS POEMAS
ela foi amada pelos seus
e por algumas formigas
uma das quais foi sua mãe
e foi maior que tudo
o que tocou
e de tudo fez água
e depois azul
e a todos pôs numa janela
de abrir
para que eu caminhe
para que eu cante
Carlos Lopes Pires
(dois poemas do livro A Minha Poesia é uma Ignorância, a publicar em Fevereiro de 2017)
MEDITAÇÃO
Cardeal Angelo Comastri
(Via Sacra, IX Estação, Jesus cai pela terceira vez,

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| Jesus em agonia no jardim das oliveiras |
Pascal argutamente observou:
«Jesus estará em agonia até ao fim do mundo;
«Jesus estará em agonia até ao fim do mundo;
é preciso não dormir durante este tempo».
(B. Pascal, Pensamentos, 553)
Mas, neste tempo, aonde agoniza Jesus?
A divisão do mundo em zonas de bem-estar
e em zonas de miséria... é, hoje, a agonia de Cristo.
De facto, o mundo é formado por dois compartimentos:
Num compartimento desperdiça-se
no outro definha-se;
num morre-se de abundância
e no outro morre-se de indigência;
num teme-se a obesidade
e no outro invoca-se a caridade.
Por que é que não abrimos uma porta?
Porquê não formamos uma única mesa?
Porquê não entendemos que os pobres
são a cura dos ricos?
Porquê? Porquê? Por que somos tão cegos?
Cardeal Angelo Comastri
(Via Sacra, IX Estação, Jesus cai pela terceira vez,
presidida pelo Papa Bento XVI,
Coliseu de Roma, Sexta-Feira Santa, 2006)

ORAÇÃO
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| Jesus nos braços de Sua mãe Pormenor da pintura de Adolphe Bougereau (1825-1905) |
Ó Maria,
naquele Filho Tu abraças cada filho
e sentes o transe de todas as mães do mundo.
Ó Maria,
as tuas lágrimas correm de século em século
e banham os rostos
e choram o pranto de todos.
Ó Maria,
Tu conheces a dor… mas crês!
Crês que as nuvens não apagam o sol,
crês que a noite prepara a aurora.
Ó Maria,
Tu que cantaste o Magnificat,
entoa-nos o cântico que vence a dor
como um parto do qual nasce a vida.
Ó Maria,
roga por nós!
Roga para que chegue também a nós
o contágio da verdadeira esperança.
Cardeal Ângelo Comastri
(Via Sacra, Décima terceira estação, Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe, presidida pelo Papa Bento XVI, Coliseu de Roma, Sexta-Feira Santa, 2006)
A BOA NOVA
«Não nos cansemos de praticar o bem»
Gál. 6, 9
Jesus, o Deus encarnado, ensinou um
mandamento novo: «Que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, vós
também vos deveis amar uns aos outros» (Jo
13, 34). Daqui nasce o espírito essencial que percorre todas as suas
palavras: Jesus não diz que se ame a Deus ou que amem a Deus, mesmo na Sua
pessoa visível. Exige antes que se amem uns aos outros, como Ele nos amou.
Ele, Jesus, que revelou o amor de Deus
aos seus filhos humanos porque deu a Sua vida por eles, na cruz. Eles a quem
Deus conhecia desde o Princípio. Porque Deus sabe que é impossível amar o
invisível, sem primeiro ser capaz de amar o que se vê. E é esta a única grande
Palavra de Jesus, a palavra do Deus encarnado aos Homens. Na verdade, Jesus, o
Filho do Altíssimo, não põe em primeiro lugar um amor abstracto, incorporal,
difuso, vago, a Deus.
O que põe como condição para O seguirem
é que se amem uns aos outros. Só isso agrada a Deus. Só isso é segui-Lo. Só
isso, é salvar-se e poder entrar no seu Reino. Daqui parte toda a palavra nova
que Jesus oferece – esta é que é a Boa Nova em relação às Antigas Escrituras.
O amor fraternal entre os Homens está no
cimo da pirâmide. Como se pode amar a Deus, que não vemos, sem dar a Deus
testemunho de que somos capazes de amar aqueles que estão ao nosso lado? Isto é
a pedra angular da missão na terra de Jesus. Este é o sinal que constrói no seu
edifício a palavra de Deus.
O amor fraterno que Jesus indica como a
massa com que se deve cozer o pão da Vida, pressupõe a união entre o Céu e a
Terra em que avulta a comunhão maior: a comunhão do amor entre um homem e uma
mulher: “E os dois serão uma só carne”.
Natal/2016
Teresa Ferrer Passos
O NATAL DO HOMEM SEM DEUS
Esqueceu-se donde vem
Esqueceu pra onde vai
Esqueceu qual a missão
Que o trouxe a esta terra
Na qual tantas delícias
E tantos afazeres
O podem distrair
A ponto de esquecer
Que há algo que esqueceu…
Que apego inda o mantém
Na rota que aprendeu
Não sabe já de quem?
15/12/2016
Fernando Henrique de Passos
A obra O Anjo disse-me. Autobiografia de Maria do cardeal Ângelo Comastri foi traduzida em França, em 2010, mas continua a não haver uma tradução para português, nem sequer pelas editoras mais vocacionadas para o concretizar. E isto, a poucos meses da celebração do 1º Centenário das Aparições de Fátima a 12 e 13 de Maio, com a presença do Papa Francisco.
«Em cada mãe há algo de Maria, algo desse mistério gratuito do amor que consegue ler o alfabeto da vida e da Bíblia escritos por Deus» (...) «Se falta a mãe, e hoje estamos numa crise de maternidade. devemos perceber todo o risco e a dramaticidade, a civilização cai: não consegue já ler o alfabeto da vida, não se consegue ler sequer o alfabeto da religião, e chega a faltar uma visibilidade de Deus, a visibilidade justamente através da mãe».
Palavras do Cardeal Ângelo Comastri em Roma (no lançamento da sua obra L’Angelo mi disse. Autobiografia di Maria, San Paolo Edizioni, Novembro de 2007.
SANTO NATAL
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