quarta-feira, 15 de novembro de 2023
CAMINHAR AINDA
sábado, 11 de novembro de 2023
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A mãe, a raiz de que não podemos abdicar, porque foi dela que irrompemos um dia.
domingo, 5 de novembro de 2023
UM POEMA
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| Buçaco, Agosto de 2000 |
Esperamos calmamente o fim do mundo.
Não somos notícia, podemos esperar.
Tempestades, secas, desastres financeiros.
Não somos notícia e não temos pressa.
As notícias lutam entre si para acontecer primeiro:
Guerras, epidemias, terramotos.
Que deixará de existir quando parar o tempo.
Erupções vulcânicas, descarrilamentos de comboios.
Murmurando doçuras um ao outro.
As notícias gritam! As notícias choram!
As notícias gemem! As notícias uivam!
Meu amor… meu amor… meu terno e doce amor…
UM POEMA
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| Aguarela |
CONSTÂNCIA
No 30º aniversário do nosso noivado
«Nem as águas caudalosas conseguirão apagar o fogo do amor,nem as torrentes o podem submergir.»Cântico dos Cânticos, 8, 7
As folhas tocam-se nos plátanos encandeados de vento.
São ténues as suas feridas curadas
num verão doce, sob um sol abrasado na larga viagem.
Entre os nossos os dias amadurecidos na esperança,
um novo rebento devia florescer nas linhas nevoentas
que escrevemos no vagar das sombras
que nos abraçam caprichosas.
Num instante, parecem abrir-se as portas sem trinco
e gritamos a calma e o calor como se fosse anjos protetores.
Agora é já novembro, tudo tão perto, tudo tão perto.
E adormecemos na fé precária de um caminho,
dando as mãos enrugadas pelo tempo, as trevas, a dor.
Continuamos. Continuamos peregrinos, de mãos dadas,
à espera de uma via mais sólida que rompa os muros
erguidos por cada folha ainda a esvoaçar
ao som brutal do vento.
5/11/2023
Teresa Ferrer Passos
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
DIA DE FINADOS
TEMPO ESCASSO
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
DIA DE TODOS OS SANTOS
domingo, 29 de outubro de 2023
DOIS POEMAS
O paradoxo é fértil e floresce
E assusta o mundo
E é de noite que amanhece
E quanto mais tarde mais fecundo.
No dia em que a luz amou o nevoeiro
Abriu-se uma janela no destino
Por onde entrou de supetão
Uma rajada de ar frio e cristalino.
Um frio de fazer forte o mais cobarde,
Um ar cristalino onde vibrava Cristo,
Um novo destino dizendo: “Não é tarde
Para tudo correr como previsto.”
O nevoeiro, amado, fez-se luz,
Igual à luz da sua amada,
E o amor de ambos não sabe o que é o fim
Pois quem tem tudo não tem medo do nada.
29/10/2023
Fernando Henrique de Passos
INFINITO OLHAR
nas arribas do mar olho a voz da espuma.
Que voz desconhecida,
que voz de silêncio, imperturbável.
Que voz inesperada agita súbito
o meu coração desvairado e num torpor
só semelhante a um animal perdido e sem alento.
Sinto a espuma em flocos cair sobre os meus olhos
e vejo nela a eternidade toda a transfigurar-se
no teu infinito olhar.
29 de Outubro de 2023
Teresa Ferrer Passos
sábado, 28 de outubro de 2023
FRAGMENTO 6
Se houvesse televisão desde há quase dois mil anos até ao holocausto na 2ª Guerra Mundial, perpetrado por um Estado nazi, racista e xenófobo, imagens idênticas e muito mais graves podiam surgir sobre o que fizeram aos judeus e a Israel, em muitos momentos da sua longa História. Talvez este Povo esteja farto de tantas agressões e, quem sabe, se a dizer apenas aos seus vizinhos: BASTA!
28/10/2023
Teresa Ferrer Passos
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
Uma passagem de «Anunciação», romance que publiquei em 2003, Universitária Editora, pág.17:
sábado, 21 de outubro de 2023
A GUERRA TELEVISIONADA
terça-feira, 17 de outubro de 2023
CAMPO DO MUNDO
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
HOMENAGEM e MEMÓRIA
segunda-feira, 9 de outubro de 2023
FRAGMENTO 5
Ali onde a ciência vê um muro;
Entro no Horto da Verdade
Para a colher qual fruto bem maduro.
Mastigo-lhe a polpa suculenta,
O sumo escorre-me das mãos;
Vou contar a novidade violenta
A todos os humanos, meus irmãos:
Não procureis uma chave arrevesada,
Nem uma porta que custe a ser aberta;
O Jardim tem a porta escancarada
A quem olhar da maneira certa.
Fernando Henrique de Passos
(«Ecos Abaixo do Audível», Leiria, Hora de Ler, 2020, p.9)
domingo, 1 de outubro de 2023
EMMANUEL LEVINAS (1906-1995), Filósofo de ascendência judaica e da Lituânia recebeu a influência de Descartes, da fenomenologia de Husserl e da ética de Martin Büber.
"A unidade da pluralidade é a paz, e não a coerência de elementos que constitui a pluralidade. A paz não pode, pois, identificar-se com o fim dos combates por falta de combatentes, pela derrota de uns e a vitória dos outros, isto é, com os cemitérios ou os impérios universais futuros".
Emmanuel Levinas, «Totalidade e Infinito», Edições 70, 1988 , p.286 («Totalité et Infini»,1ª edição, 1980).
quarta-feira, 27 de setembro de 2023
CAPELINHA DAS APARIÇÕES À NOITE NA COVA DE IRIA
ECOLOGIA
De troncos ressequidos, de folhas velhas, decadentes, de frutos
apodrecidos na terra árida, se construiu e reconstruiu o mundo.
T.F.P.
domingo, 24 de setembro de 2023
DIA MUNDIAL DOS MIGRANTES E REFUGIADOS
sábado, 23 de setembro de 2023
RECORDANDO O DIA DA MORTE DO POETA
ANTÓNIO RAMOS ROSA (1924, 17/10-2013, 23/9) - Tendo recebido o PRÉMIO PESSOA, o PRÉMIO NACIONAL DE LITERATURA, entre outros, fundou e colaborou com ensaios literários nas revistas Cassiopeia, Árvore e Cadernos do Meio-Dia. Além de uma vasta e polimórfica obra poética, cultivou o ensaio literário e ideológico sobretudo na obra Poesia Liberdade Livre.
da pedra negra e alta
da matéria da linguagem e nos lábios
feridos da pureza numa festa.
Festa do mar e da palavra livre
que festa seria do corpo libertado?
Aqui cintila a coluna do não-ser
aqui se perde a pedra e o fogo livre.
de um outro fogo do mar de uma outra festa
que viria da palavra de outro ser.»
António Ramos Rosa, O Incêndio dos Aspectos, A Regra do Jogo Edições, Lisboa, 1980, p.83.









