sábado, 23 de novembro de 2024
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
terça-feira, 12 de novembro de 2024
Comentário de Teresa Ferrer Passos em 12/11/2024 ao post da editora Leya no Linkedin e na sua página do Facebook em 13/11/2024:
"Premio Leya de Romance/2024. Autor Nuno Miguel Silva Duarte. Primeiro romance do autor. Título: "Pés de Barro". Este título lembrou-me de imediato outro título, "O Império com Pés de Barro", com precisamente a mesma temática: O império colonial português. "O Império com Pés de Barro" foi publicado por José Freire Antunes, jornalista e historiador, no ano de 1980, pela editora D. Quixote".
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
AS ÁRVORES
terça-feira, 5 de novembro de 2024
O INCÊNDIO DO HORIZONTE
E sempre permanecerás como a única.
Ergues-te agora na luz violeta do último pôr-do-sol
E o teu olhar aponta o firmamento,
Muito acima dos escombros do mundo
E do incêndio do horizonte.
Só tu dás sentido ao absurdo.
Só tu és a guardiã das razões ocultas de Deus.
Só tu és a chave do Grande Enigma.
E quando as últimas luzes exteriores
Por fim se apagarem
A memória do nosso primeiro beijo
Iluminar-nos-á por dentro
E conduzir-nos-á à Eterna Madrugada
Que desde sempre nos aguarda.
5/11/2024
sábado, 2 de novembro de 2024
DIA DE FINADOS
Neste Dia dedicado à memória de todos aqueles que já atravessaram o rio do Hades ou a fronteira do esquecimento, rogo a Deus que os receba com a Sua misericórdia infinita. Que a memória dos que partiram deste mundo para o Reino de Deus nunca se perca. E na terra dos homens tudo será bendito. A Graça infinita encherá a terra e Deus terá aqui a voz das Suas criaturas.
2/11/2024
Teresa Ferrer Passos
terça-feira, 29 de outubro de 2024
ÚNICA
Como um diamante encontrado na Lua.
Como uma Rainha em trono republicano.
Como um quadro juntando o óleo e a aguarela.
Como uma poesia surrealista escrita por Camões.
Como uma flor solitária no altíssimo pico do Evereste,
desafiando o gelo e a rarefação do ar.
E isso faz de mim o homem mais feliz do universo
Porque aceitaste um dia desposar-me.
O CERCO
Ela tinha ruas feitas de pântanos que percorri
como um navio sem rumo, sem vela condutora.
Os horizontes
cheios de negra fuligem esvaiam-me
e as palavras tombavam inquietas
onde os gestos hostis deflagravam.
Os fossos de silêncio eram chaminés
exaustas de escombros
que o céu não tocava temendo acordar-me.
procurava sufocar-me mais.
Vi o sol escurecer.
Nesse instante a tua palavra
ecoou como um sol que não quebra
mas inebria, que não rejeita, mas acolhe.
que te envolviam também, caíram por terra.
E tu também acordaste.
A vida começava. Na incerteza e na certeza.
A vida imprevisível e fantástica.
Agora, já não era eu ou tu. Agora, éramos nós.
sábado, 26 de outubro de 2024
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
Marco Paulo (1945-2024)
sábado, 5 de outubro de 2024
terça-feira, 24 de setembro de 2024
interminável ritual?
vejo ao longe gigantes em chamas
ou páginas de livros por escrever?
não! são apenas árvores doridas de cansaço e vertigem.
mulheres com baldes de água tirada de um poço correm,
e ouço a sua voz quase inaudível a dizer
que estão isoladas do mundo, lá, num além sem vivos.
ninguém, ninguém! pronunciam a custo
entre as nuvens de fagulhas da cinza,
entre borregos e ovelhas a tresmalharem-se, sem guia,
que fogem das fogueiras rasteiras à terra
e rentes ao céu, oh que altura!
vejo o avanço das chamas com a rapidez
misteriosa de um vento agreste
que parece procurar ainda folhas frescas
e carne fresca que não come, mas devora
com sofreguidão.
Vejo ao longe um desespero pálido
a invadir as almas aprisionadas
no ar sufocante daquela visão infernal a entoar
gritos de medo e sem uma lágrima.
as lágrimas secaram depressa demais! o calor intenso sufoca!
vejo os corpos prostrados de luta e mágoa;
já perderam a força capaz de vencer a morte
e enrolam-se com as mãos a parecerem
folhas abafadas pelo fogo e pelo fumo.
vejo as casas das aldeias perdendo os telhados
e as fotografias guardadas para sempre,
tornam-se um papel negro em que não está ninguém.
Vejo que os troncos revestidos de negro,
continuam firmes na sua grandiosidade.
esperam ainda a frescura outonal?
e uma brisa suave ainda chegará a tempo
de os ressuscitar e devolver à vida?
24/9/2024
Teresa Ferrer Passos




