ONDE ESTÁ O INVISÍVEL?
sangue escorre em homens sem rosto.
o mundo indiferente só quer apagar-se.
é a guerra a procurar ignorar a morte a esculpir palhaços
em delírio e a tropeçarem nas suas sombras
negras como se fossem fuligem de velhas chaminés.
as figuras desesperantes matam cada olhar assombrado.
muitos disfarçam-se em vestuários de carnais contornos.
sem precedentes o entrudo acontece invulnerável
e tosco. os fingimentos grassam monstruosos.
ninguém sabe quem os inscreve nos passeios
ninguém sonha quem os pensa até aos pormenores
ninguém adivinha quem está a comandar o invisível. ninguém!
26 de Julho de 2026
Teresa Ferrer Passos
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