quinta-feira, 24 de março de 2022

segunda-feira, 21 de março de 2022

IMPRESSÕES 2

DA GUERRA OU A INQUEBRANTÁVEL AGONIA


no segredo dos deuses esconde-se
o segredo dos homens perdidos.
nos laços corruptos da guerra, da palavra
e da vida enterrada no deserto onde
vicejam apenas as lágrimas da mirra
que incandesce os corações perdidos
das florestas imprevisíveis a arrastar a espera.
De uma espera a vir das flores aquecidas nos vulcões
do amor que desceu aos infernos da amarga
fogueira e que morre nos braseiros acesos pela boca seca.
Tudo isto cresce nos jovens perdidos da sua alma
a irromper célere como um sol esquecido do fulgor
e distraído das razões fortes do inverno esparso
nas praias longas a prolongarem a aridez e a sede
do sonho sem meta do sonho liquefeito num nada
que ninguém encontra nem mesmo morto ou moribundo.
21/Março/2022
Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 18 de março de 2022

IMPRESSÕES 1

 "ESTÁ DENTRO DE TI" (Pormenor da guerra na Ucrânia)


«Ofereço-lhe o silêncio da minha morte»,
disse o homem imóvel. Parecia uma estátua.
Toda feita de carne e osso humano.
Estava só naquela rua de Kiev. Todos tinham partido.
Só ele ficara. O soldado apontou a arma.
Uma detonação eclode. Uma segunda.
Escutou o soldado. Não a escutou o homem. 
"Não está morto?!", gritou o soldado.
Parecia apenas adormecido num lago
de sangue rutilante demais.
Era como uma das estrelas mortas do universo.
Aquele homem havia muito tempo
que se esquecera de viver.
O soldado sorriu. O homem não lhe respondeu.
"A morte está aqui, disse o soldado, como não a vejo?!"
Só o silêncio lhe respondeu.
"Não a vês porque está dentro de ti".
"Dentro de ti", repetiu o soldado.
E apontou a arma para dentro de si.
Uma detonação soa. O soldado não a escutou.  

18/3/2022
Teresa Ferrer Passos

terça-feira, 15 de março de 2022

Acerca do mal e do bem ou do sofrimento, na existência humana

BÍBLIA

«"Os meus dias extinguem-se; / Só me resta a sepultura... / Se algo posso esperar, a sepultura será a minha casa / e nas trevas estenderei a minha cama. / Onde está, pois, a minha esperança?" (in "Livro de Job").
A crise de Job leva-o a renunciar a uma religião mercantil, em forma de idolatria refinada, e a uma visão utilitária de Deus. Suscitou, no tempo antes de Jesus, a mais conseguida revelação e imagem do rosto de Deus. Através da crise de fé de Job, um novo Deus nasce para o pensamento religioso. Será o Deus de Jesus. Ele ensinará que não se ama Deus senão olhando para a cruz da dor, pelo facto de nela se revelar plenamente o amor pela humanidade».

Armindo dos Santos Vaz, "O Ser Humano em Crise no Drama de Job" in Revista de Espiritualidade, Edições Carmelo, nº 117, Janeiro-Março 2022, pág.s 17-18.

****

A dor está nas condições universais da existência humana, dela ninguém se isenta, nem mesmo aqueles que esperam ser salvos da morte física.
16/3/2022
T.F.P.

*

A humanidade nem sequer sabe o que é a felicidade, pensa nela como uma meta a alcançar apenas, uma meta vaga e de contornos indefinidos. Como a poderá encontrar na realidade deste mundo, se é para nós um conceito meta-físico?
16/3/2022
T.F.P.
*

A felicidade não é terrena, não é do mundo por muito que a procuremos; a felicidade pertence ao Transcendente, ao divino e só aí, quando nos libertarmos do gosto do prazer efémero a poderemos encontrar. Santo Agostinho corrobora o pensamento que escrevi. Veja-se a seguinte obra: «Confissões», Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1966, Livro X, capítulos 20-28, págs. 259-269.
17/3/2022
T.F.P.

*


terça-feira, 1 de março de 2022

  A ambição é a espuma vã de nada.

28/2/2022

Escrever é como uma catarse que nos ajuda a suportar as nossas interrogações sobre os mistérios da vida.

1/3/2022





A Europa à beira de uma Terceira Guerra Mundial:

Um ditador de ambição desenfreada tece os caminhos do ódio. Por isso, destrói o amor com uma única arma, a arma da crueldade. Só conhece a lei da destruição. Esta, a única lei que deseja implantar. Esta lei chama-se guerra. Uma lei que nada defende, nada preserva, nada edifica. Só assassina cegamente.

1 de Março de 2022


Há gente que nasceu para a paz, mas, afinal, verificamos com os nossos próprios olhos que, só nasceu para fazer correr o sangue e a dor e as lágrimas de inocentes.

7 /3 /2022


A "Pax romana" só foi alcançada quando Roma conquistou toda a Europa, Norte de África e parte do Próximo Oriente... Nada do que se está a passar no Leste da Europa devia ser estranho à Europa.
  
8/3/2022

O céu tinge-se de cinza, as nuvens escuras passam sem cessar. E nós, humanos, parecemos desconhecer que somos pó e nada. Não, na verdade, bem o sabemos, mas a soberba domina-nos de tal modo que não nos deixa reconhecer o que é apenas a verdade.
  
8/3/2022

Um LOUVOR ao patriotismo das mulheres ucranianas que não debandaram, numa fuga quase irracional, para os países do Ocidente, antes se mantiveram no seu país para ajudar na luta contra o invasor, através do apoio logístico aos seus familiares, umas, e na resistência guerreira, outras.
   
12/3/2022

O risco é próprio da condição humana. Reportagens arriscadas realizadas no cenário da guerra levada pela Rússia à Ucrânia.
  
13/3/2022

                                              Teresa Ferrer Passos

sábado, 19 de fevereiro de 2022

28º aniversário do nosso casamento

 Logo pela manhã, recebi do Fernando esta prendinha alusiva ao nosso dia de casamento, em 19 de Fevereiro de 1994; um poema a transmitir o encantamento do nosso amor, a que não escapa a sua sempre maravilhosa expressão rítmica:




A NOSSA CASA É A CASA DO AMOR


Vivemos na casa do amor.
Aqui
não se conhece a abundância,
a dádiva é sem retorno,
a palavra é capaz de erguer a simples ternura.
Aqui o gesto constrói o longo abraço.
Um prato da sopa é dividido por dois,
o pão ázimo multiplica-se pelos dias sem sol.
Vivemos na casa do amor.
Aqui, não há fome.
O amor alenta mais do que a melhor iguaria.
Aqui, a abundância de bens é dispensada.
A sua vilania arrasaria depressa a casa do amor.
E nós queremos viver precisamente aqui.
Na casa do amor.
19/2/2022

Teresa Ferrer Passos

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

POEMA INÉDITO:


camélia da nossa varanda




CAMÉLIA BRANCA


Olhei a camélia sem mácula, toda branca, aveludada.
Semelhante a uma pérola, é imagem fulgurante, folheada.
Inverno, e o sol brilha na sua pureza de jaspe.
Sem da angústia dos seres se dar conta,
a camélia é vida plena. Ela é a visão da serena realidade.
Abre devagar as pétalas frágeis. Tem a vitória certa.
Tudo nela é claridade. Transparência. Luz que irradia, audaz.
A camélia, toda pura, sem saber o que são espinhos,
é força de alma a ensinar
que a singeleza é o único caminho.
E, nós, com corações humanos espantosos, como nos atolamos
em estéreis fontes secas e em fomes?

14/2/2022

Teresa Ferrer Passos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Uma página de António Cândido Franco, em mais uma das suas excelentes biografias. A última que lemos, sobre o Poeta Mário Cesariny.

 

António Cândido Franco (1992)

«Sendo um movimento com características singulares, que se situava no domínio da aventura humana do autoconhecimento, e nunca se entenderá o ponto de partida do seu fundador sem tal compreensão, o surrealismo acabou por dar lugar a um imenso choque estético em variados domínios.

Ao procurar o funcionamento real do espírito, seu único propósito, o surrealismo recorreu à escrita e à imagem através do desenho, da pintura, da fotografia e do cinema que lhe serviram como instrumentos de fixação e de revelação do espírito, objectivo último da sua procura.»

António Cândido Franco, «O Triângulo Mágico - Uma Biografia de Mário Cesariny», Quetzal Editores, 2019, p. 63.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

«Lâmpada para os meus passos»


Escreveu Ermes Ronchi ("Aprender da sabedoria das árvores", "Avvenire", Novembro/2021 (in Pastoral da Cultura):

«Somos uma geração de lamentos, que deixou de saber agradecer, que dissipou os profetas e poetas, os enamorados e os bons. E todavia são eles a parábola, o rebento, ramo de figueira ou de amendoeira do mundo salvado. São-no aqui e agora, sobre a Terra inteira e dentro da minha própria casa, como rebentos bons, embebidos de Céu, impregnados de Deus. Quem me quer bem é lâmpada para os meus passos.»

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

POEMA DE ANIVERSÁRIO

Fernando, em 2004,
no recém estreado apartamento em S. Braz de Alportel


FOI MAIS INTENSO

                              No dia dos anos do Fernando


E o real sonho de um instante
brotou e teve vida e não sossego.
O ar foi mais intenso. Uma ventania
inquieta embrulhou o teu corpinho
desengonçado e cheio de um impulso
abafado pelos choros em turbilhão.
Foi quando o silêncio crivou
de medo os teus olhos suaves
a esfarelarem o tempo e a diferença,
o tempo desamparado, fugaz ainda,
o tempo a perpassar
um esquivo amanhecer.

14 de Janeiro de 2022

                                  Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

NATAL /2021


Nascimento de Jesus, em Belém


DAS PRIMEIRAS PROFECIAS MESSIÂNICAS (SÉCs. VIII a.C. - VI a.C.)
- ISAÍAS, ZACARIAS e MIQUEIAS

«O Senhor vos dará um sinal. Olhai: a jovem está grávida e vai dar à luz
 um filho e há de pôr-lhe o nome de Emanuel (Deus connosco)»
                                                                                    
«Porquanto, um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado;
tem a soberania sobre os seus ombros e o seu nome é:
Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai eterno, Príncipe da Paz»
                                                                                   
«Brotará um rebento do tronco de Jessé (pai do rei David)
e um renovo brotará das suas raízes»
                                                                                   
                                                                        Is 7, 14; 9, 5;11, 1.


«Exulta de alegria, filha de Sião! Eis que o teu rei vem a ti;
Ele é justo e vitorioso, vem, humilde, montado num jumento»
                                                                        Zc 9, 9


«E tu, Belém-Efrata, tão pequena entre as famílias de Judá,
é de ti que sairá o guia que há de apascentar o meu povo de Israel» 
                                                                        Mq 5, 1





O NATAL É NO INVERNO

Costumamos olhar para o Presépio
como um local aconchegado.
Como o local aconchegado por excelência.
Enternecedoramente aconchegado e acolhedor.

Mas era Inverno.
E a Sagrada Família estava refugiada num estábulo.
E o frio entrava por todas as frinchas.
E Maria e José vinham encharcados da chuva
que tinham tido de enfrentar.
E aquele Menino acabado de nascer
estava destinado a ser pendurado numa cruz
dali a 33 anos
e a morrer num sofrimento indescritível.

Demos graças ao Menino Jesus
por nos vir despertar do sonho de conforto
com que o Mundo nos embala
enquanto nos encaminha para a morte certa.

Demos graças ao Menino Jesus
por nos mostrar que só acordados
poderemos encontrar a Salvação.

Demos graças ao Menino Jesus
por ter nascido num Estábulo Invernoso
e não num Palácio Primaveril.

21/12/2021 (Solstício de Inverno)
                                   Fernando Henrique de Passos








INEFÁVEL MISTÉRIO

Um vento cresceu de súbito
levantando a terra fina num turbilhão;
besouros e cigarras zuniram ao desafio
e os cordeiros num desatino baliam e
chupavam o leite das suas mães. 
As folhas de uma figueira, próxima, soltavam-se.
E esvoaçando, dançavam como se ouvissem
hinos às estrelas fulgurantes e tão débeis.

Instante enorme fora o grito de uma criança.
Era a sacra vida a entrar no mundo,
infantil e a sentir a aspereza da
palha e da dura manjedoura.
Eram as primeiras horas de Deus
a nascer como um simples homem, ali,
naquele lugar insólito.
Uma virginal mãe o dava à luz
na escura e longa noite. 

23/12/2021 
                       Teresa Ferrer Passos 







NATAL DE JESUS

“Minha mãe, porque Jesus
Cheio de amor e grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza?
Porque não veio até nós,
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado,
De sedas e pedrarias?"
“Acredito, meu filhinho,
Que o mestre da caridade,
Mostrou em tudo e por tudo,
A luminosa humildade!…
Às vezes penso também,
Nos trabalhos deste mundo,
Que a manjedoura revela,
Ensino bem mais profundo!”
E a pobre mãe de olhos fixos,
Na luz do céu que sorria,
Concluiu com sentimento,
Em terna melancolia:
-“Por certo, Jesus ficou,
Nas palhas sem protecção,
Por não lhe abrirmos na Terra,
As portas do coração.

                               João de Deus
(S. Bartolomeu de Messines1830-Lisboa1896)






segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Acerca de um comentário de Carlos Lopes Pires escrito no Facebook sobre o ensaio «A Lágrima de Ulisses - Regimes da Cultura Literária» (Editora Exclamação, 2021), de Manuel Frias Martins :

"Literatura que se abra para uma espiritualidade sem dogmas" diz-nos o Psicólogo Carlos Lopes Pires, citando o ensaísta. Mas como gizar uma espiritualidade sem nenhum dogma, ou seja, sem um princípio orientador que dê um sentido para o caminho? Como consegui-lo? Dizer só que o rumo é a espiritualidade é muito vago, é algo de indefinido, algo que pode vir marcado por ideologias de todas as feições, sem ética, com uma ética da violência ou com uma ética do amor... Muitos sentidos é possível encontrar ao escrevermos a palavra espiritualidade. Se a espiritualidade não tiver uma marca, um sinal de sentido, como perfilhá-la com sentido da responsabilidade? Por isso, afastar qualquer dogma que seja fundamento de uma nova espiritualidade, é entrar num caminho esvaziado de conteúdo, de fios condutores, num caminho em que todos se podem perder e ninguém se encontrar.

29/11/2021

                                                               Teresa Ferrer Passos

Comentário de António DAlmeida Nunes:

Na minha opinião pode falar-se e sentir a emoção espiritual de se ser parte do cosmos (particularmente o poético) sem termos de nos prender ao fio condutor seja de que dogma for. O sentido do caminho vamo-lo encontrando à medida que caminhamos. Mesmo sabendo que as rosas também têm espinhos.

Resposta a António DAlmeida Nunes:

«Só que "emoção espiritual" é uma coisa e "espiritualidade" é outra, caro António DAlmeida Nunes. Além disso, literatura tem a ver com ficção das palavras, com o modo de dizer a palavra, a frase, com o enredado das palavras, é uma forma de dizer diferente, o que nada tem a ver com «espiritualidade nova». A espiritualidade é muito mais abrangente do que qualquer literatura, seja ela de que linha for. A espiritualidade é um fundo pensante que tende ao universal, ao global, enquanto a literatura não, a literatura é uma forma que tem as suas fórmulas específicas que não têm em vista levar à globalização, ainda que muitos o tentem... A literatura não tem em vista "fazer", nem pode ter em vista "fazer" uma "espiritualidade nova".

Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

 MEMÓRIA na morte do poeta ANTÓNIO OSÓRIO (1/8/1933-18/11/2021). Aqui deixamos um poema do livro «A Ignorância da Morte», Edição de Autor, 1978:


Alcantarilha antiga

ALDEIA DE IRMÃOS

Ao pé dos eucaliptos,
do lavadouro, as casas.
Capela fechada, oficiantes ratos,
e cães, patos, galos
na rua e a dormir dentro,
individuais, sub-reptícios.

E doentes, cavadores, crianças
sonhando com ninhos destruídos.
Longe, na paróquia o cemitério.

Em torno vinhas, olivais,
irmãos uns dos outros
como tijolos dentro da parede.
E no inverno o canto
da lenha exorbitante na lareira,
a queimar, a queimar a cinza por debaixo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Árvore da Vida


Os lares são uma equívoca solução que coloca os mais velhos numa solidão tremenda. A solidão das coisas que, na nossa casa, falam connosco todos os dias e as nossas memórias maiores desaparecem! Ter muitas pessoas à nossa volta com quem não há diálogo, só agrava mais a solidão daqueles que perderam os seus entes mais queridos da sua presença.

11/11/2021
Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

POEMA INÉDITO

Acácia do deserto

ÁRVORE PERDIDA


era já tarde na casa da árvore pedida
desfolhada sem terra. só silêncio.

era já tarde no tempo vasto a derreter a neve
das minhas horas passadas entre sombras.

era já tarde e o tempo não estava aqui.
não tinhas chegado à minha ventania.
o tempo tinha parado em mim
como espuma inquieta.
de súbito o tempo girou forte.
e foi a emoção com as asas do pássaro
a mostrar a força do amor.
o tempo num relâmpago vi. e eras tu.
com que luz intensa e inesperada!

5 de Novembro de 2021
(no 28º aniversário do nosso noivado)

                                               Teresa Ferrer Passos

POEMA INÉDITO

 



O CAMINHO

Abri as portas do Jardim do Éden,
Julgando que era o ponto de chegada.
Mas não encontrei as luzes de um poente
E sim o raiar da madrugada.

Abri as portas do Jardim do Éden,
Julgando que era o ponto de chegada.
Mas fora Deus quem me pusera ali,
Eu na verdade não andara nada.

Abri as portas do Jardim do Éden,
Julgando que era o ponto de chegada.
Tu estavas no centro à minha espera
E começou então a caminhada.

5/11/2021 (no 28º aniversário do nosso noivado)

                     Fernando Henrique de Passos

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Dia de Finados


E os que saíram da nossa presença, do nosso amor e da nossa amizade, continuam presentes na nossa memória enquanto durar!

2 de Novembro de 2021
T.F.P.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

POEMAS-MEMÓRIA




VENTO DE OUTONO


                   No 28º aniversário do início do nosso namoro


Vi as ondas de um caminho outro em frente de mim.
Vi. Mas não sei já o que pensei naquela manhã-tarde.
Só sei que subi até um sol distante e aqui.
Tudo, no nada em que me inscrevia
se tornava real. Era lua quarto-crescente
algures na linha do horizonte.
Rompia um arco-íris perto do mar ignoto,
algures no areal longo.
Descobria num instante único que aqui estavas
como folha débil de outono e já a elevar-se
num vento a vir do mais fundo de ti.

29 de Outubro de 2021

                                   Teresa Ferrer Passos



POESIA VIVA


Tu és o poema que eu queria escrever.
Quando procurava figuras de estilo
Para construí-lo,
Foste acontecer!

Foste acontecer como por magia,
Concretização dos meus devaneios.
Mas não nasceria dos meus pobres meios
Tão bela poesia!

Poesia sonhada, sonho sem ter fim,
Sonho que é real, que é feito de luz,
E que tem um fito, e que me conduz:
Se eu não te escrevi, tu escreves em mim!

29/10/2021


                          Fernando Henrique de Passos

domingo, 17 de outubro de 2021

Amanhã, a literatura?



A propósito de Astronomia de Mário Cláudio. Uma literatura a seguir um caminho cada vez mais esotérico. Não sei para onde vai a palavra humana... E será esta literatura que vai ter futuro?

                                                                                                         T.F.P.


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Lembrando o 13 de Outubro de 1917

Representação da Santíssima Virgem Maria,
 sua mãe e seu pai, Santa Ana e S. Joaquim.
Pintura de Francisco Zurbarán (1598-1664)

O milagre do Sol a renovar-se, em cada 13 de outubro. Desde 1917. O milagre pedido por Lúcia, a pequenina pastora da Cova de Iria, para que acreditassem nela. Hoje, a Mãe de Jesus, a Virgem Santíssima, permanece no mundo. A sua presença a transmitir a Verdade. E a Verdade, muitos a rejeitam.
T.F.P.