MARIA TRANSPARECE NO MAGNIFICAT
" O Deus escondido desde o princípio e que só é reconhecível pela imensa
Criação, humaniza-se para dar um sentido à vida humana e, precisamente, um sentido
muito mais do que carnal, essa limitação perecível. Será Jesus que oferece à vida
humana um sentido e um sentido que não é perecível, antes eterno, o sentido
espiritual: «O Espírito é que dá vida, a carne não serve para nada. As palavras que
Eu vos disse são espírito e vida» virá a dizer Jesus. Aludia ao facto de a carne se
corromper pela sua natureza efémera. Contudo, vai ser a carne de Jesus que, sendo
a morada do espírito de Deus, servirá como meio de atingir o fim supremo que se
encerra n’Ele, que é a morada do Seu espírito incorruptível. Foi, desde logo, o corpo
de Maria que serviu a Deus para alcançar uma redenção que pode conduzir à “casa”
do Espírito Santo. E Jesus, o Deus incarnado, ao nascer na carne de Maria e ao
ressuscitar dessa mesma carne, pôde oferecer a toda a humanidade a libertação do
estigma do maligno, esse estigma a que chamamos pecado e que domina o mundo
da matéria, sempre à beira do colapso. Em Maria, construiu Deus uma nova Mãe
pronta a unir-se-lhe para alcançar a vitória final e definitiva sobre o mal, que atormenta
a condição humana. Não viria Jesus a proclamá-la? A questão é clara: «Digo-
-vos isto para terdes paz em Mim; no mundo tereis aflições, mas tende confiança!
Eu venci o mundo».
Maria transparece no Magnificat. É essa belíssima oração de Maria o documento
máximo com a sua assinatura. Este documento que Lucas registou, marca o
começo do caminho que conduzirá ao triunfo final do bem sobre o mal, à derrota de
satanás, à recompensa dos puros, dos humilhados, dos pobres, dos abandonados,
de todas as vítimas da injustiça."
Criação, humaniza-se para dar um sentido à vida humana e, precisamente, um sentido
muito mais do que carnal, essa limitação perecível. Será Jesus que oferece à vida
humana um sentido e um sentido que não é perecível, antes eterno, o sentido
espiritual: «O Espírito é que dá vida, a carne não serve para nada. As palavras que
Eu vos disse são espírito e vida» virá a dizer Jesus. Aludia ao facto de a carne se
corromper pela sua natureza efémera. Contudo, vai ser a carne de Jesus que, sendo
a morada do espírito de Deus, servirá como meio de atingir o fim supremo que se
encerra n’Ele, que é a morada do Seu espírito incorruptível. Foi, desde logo, o corpo
de Maria que serviu a Deus para alcançar uma redenção que pode conduzir à “casa”
do Espírito Santo. E Jesus, o Deus incarnado, ao nascer na carne de Maria e ao
ressuscitar dessa mesma carne, pôde oferecer a toda a humanidade a libertação do
estigma do maligno, esse estigma a que chamamos pecado e que domina o mundo
da matéria, sempre à beira do colapso. Em Maria, construiu Deus uma nova Mãe
pronta a unir-se-lhe para alcançar a vitória final e definitiva sobre o mal, que atormenta
a condição humana. Não viria Jesus a proclamá-la? A questão é clara: «Digo-
-vos isto para terdes paz em Mim; no mundo tereis aflições, mas tende confiança!
Eu venci o mundo».
Maria transparece no Magnificat. É essa belíssima oração de Maria o documento
máximo com a sua assinatura. Este documento que Lucas registou, marca o
começo do caminho que conduzirá ao triunfo final do bem sobre o mal, à derrota de
satanás, à recompensa dos puros, dos humilhados, dos pobres, dos abandonados,
de todas as vítimas da injustiça."
Teresa Ferrer Passos, Stabat Mater, Hora de Ler, Leiria, 2020, pp.50-51.
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