numa orquídea pintei a tua face
desenhada por Deus num dia de céu azul.
era o dia catorze de Janeiro. o sol estremecia
no horizonte e tu tinhas acabado de nascer.
coberta com uma echarpe de tule
branco olhei-te com a suavidade de um flamingo
que ainda não sabe voar. tu viste-me como uma sombra
de ti próprio e pareceu-te que essa sombra
sempre tinha existido na tua memória.
memória de uma luz que não engana
nem destrói nem abandona.
assim tudo começou.
a hora era vaga e dispersa.
era o dia catorze de Janeiro
em que uma janela se abria
como se fosse o céu.
desenhada por Deus num dia de céu azul.
era o dia catorze de Janeiro. o sol estremecia
no horizonte e tu tinhas acabado de nascer.
coberta com uma echarpe de tule
branco olhei-te com a suavidade de um flamingo
que ainda não sabe voar. tu viste-me como uma sombra
de ti próprio e pareceu-te que essa sombra
sempre tinha existido na tua memória.
memória de uma luz que não engana
nem destrói nem abandona.
assim tudo começou.
a hora era vaga e dispersa.
era o dia catorze de Janeiro
em que uma janela se abria
como se fosse o céu.
14 de Janeiro de 2026
Teresa Ferrer Passos

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