sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 IMPENITENTE DESTINO

País devastado nas suas hortas verdejantes
nos seus jardins das casas herdadas de pais e avós
nos seus animais de criação para um tempo longo.
País devastado nas suas vastas redes elétricas
a cobrirem os lugarejos mais afastados.
Torres de conduta elétrica em destroços misturam-se
com árvores centenárias arrancadas da terra.
Tudo isto se deixa tombar por ventos mais fortes
que os fortes Adamastores dos mares.
País devastado nas casas solitárias construídas
em penedos incautos
com estruturas frágeis em desenhos tão simples
como as nuvens mais breves.
Fomos um país devastado em poucas horas.
Horas demoníacas percorreram a pátria.
Abismados, mas intrépidos, ficámos.
Entre Velhos do Restelo de outros tempos, resistimos.
Prontos para o que der e vier, alheios às intempéries,
às perdas. E até ao próprio nada que nos arrasará
no dia em que o sol já não nos iluminar mais.
6/2/2026 Teresa Ferrer Passos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

UMA CALAMIDADE NUNCA VISTA EM PORTUGAL

 Quem pode, em consciência, após oito dias de sobressalto, de angústia atroz, sem água, sem eletricidade, sem meios de comunicação, sem saber de familiares, de amigos, estar em condições de ir votar num candidato à P.R.?! O PAÍS ESTÁ DEVASTADO, OS BENS ESTÃO arruinados, a paz está destroçada. E as barragens espanholas vão continuar a invadir-nos com milhares de m3 de água por segundo... URGENTE: as eleições devem ser adiadas! O governo deve tomar esta medida. De imediato! Que não se faça do destino do Povo Português uma calamidade maior do que aquela que estamos a defrontar, com uma paz imensa no seu coração solidário e pronto a servir!

5/Fevereiro/2026 Teresa Ferrer Passos