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quarta-feira, 3 de junho de 2015

O Tempo e a Eternidade

Alguém consegue imaginar um mundo onde reinasse uma total ausência de conflitos?

Não me refiro apenas a guerras e atentados terroristas. Refiro-me a qualquer tipo de conflitos ou atritos, como o conflito no restaurante porque o bife veio muito passado e nós tínhamos pedido mal passado, mas o empregado diz que eu pedi bem passado, “não pedi nada, o senhor é que percebeu mal”, “o senhor é que se deve ter enganado e disse bem passado quando estava a pensar em mal passado”, etc.

Refiro-me a uma espécie de “Paraíso Hippie”, onde só houvesse amor, paz, sorrisos, flores e borboletas. Dito assim, é tão doce que até enjoa, não é verdade? Precisamos de atritos na vida como precisamos de sal e pimenta na comida. Nem o mais guloso dos gulosos concebe a ideia de passar o resto dos seus dias a comer apenas bolas de Berlim, mel e mousse de chocolate. Temos de discutir por causa de qualquer coisa, nem que seja o futebol, ou a falta de gosto da Fulana para se vestir. Quer dizer, então, que não fomos feitos para o Paraíso?

(continua)

Fernando Henrique de Passos

VER TEXTO COMPLETO EM TERRA ATÍPICA,
NESTE BLOGUE

domingo, 3 de maio de 2015

Procuramos a paz, Mãe



Mãe, dá-nos a Tua paz, a Tua paz imensa.
A Tua paz de esperança e de ternura dá-nos, oh Mãe!
A Tua paz suave como a chuva silenciosa nos cubra o espírito medroso, inseguro. A Tua paz cheia de Deus nos invada como um relâmpago e incendei o nosso corpo todo.
Em Ti, Mãe, ouvimos murmúrios sem os distinguirmos bem, inábeis nós, inábeis somos, Mãe. Como escutar Teus lábios de ternura a inscrever-se na carne quase surda, Mãe?
Como sentir vinda de Ti, na nossa pele, aquela mãe terrena de que Tu és a súmula eterna? Aquela mãe de que Tu te tornaste a Verdade e a Vida, depois de Jesus te eleger Nossa Mãe?
Mãe. Dá-nos uma paz nova que penetre até ao fundo o nosso coração trémulo e a palpitar. Mãe, presença feita da paz do Céu, ouvi a nossa prece, a prece da saudade de te ver ao pé de nós, como se aqui, na terra, já tivéssemos entrado no Teu Reino e descobríssemos a nossa mãe da terra, tão igual a Vós. Trazei a Vossa paz até cada um dos nossos atos, como se cada um deles fosse movido pelo exemplo da Tua paz, oh Mãe.

1 de Maio de 2015 (Dia da mãe)

                                                              Teresa Ferrer Passos

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Construir um mundo novo, a Paz

Mosteiro de Sabá, no deserto da Judeia junto ao Mar Morto

       Na aridez da pedra, entre as areias sulcadas de vento tórrido, elevavam-se vidas, casas e um templo. O círculo da cúpula do templo lembra a fraternidade. E a seiva leve das areias escorre ainda nas suas firmes paredes.  A memória é a paz. Tudo crescia para que um pequeno mundo novo se formasse. Mesmo num seco deserto que emudecia as vozes de louvor, que só ali se escutavam.
                                                           Teresa Ferrer Passos

Que o Novo Ano de 2014 saiba viver com pouco,
mas saiba viver na PAZ.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

À paz


Em grinaldas de flores secas está a paz.
Em troncos de pinheiro a crepitar na lareira,
Em flocos de neve a descer entre o nevoeiro,
No frio dissipado no aconchego do afecto.

A paz está onde nasce a alegria de oferecer,
A graça de não ter de fugir para viver,
De não ter de defrontar a morte para fugir à morte,
De salvar inocentes em vez de fazer deles a pira de culpados.

O fogo das chamas das torres apagou-se com água suave.
No incêndio dos corpos injustiçados, a paz está
A brotar. Mas com injustiças em nome da paz se desvanecerá.

Teresa Ferrer Passos, "À Paz" in Retábulo, Universitária Editora, 2002, pág. 28.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Rumo à paz


O Papa Francisco decidiu enviar a toda a Igreja, ao mundo não católico e a todos os homens de boa vontade,  um convite para, no próximo dia 7 de Setembro, se realizar uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria, no Médio Oriente e no mundo inteiro, entre as 19h e as 24h (18h e  23h em Portugal continental).

               

                              

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Novo Ano



Para que reine a paz entre todos os homens e mulheres
deste planeta a que chamamos terra... construamos a hora do Amor!!!
É a hora da fraternidade e não da perseguição aos desprotegidos.
É a hora de dividir e não de tirar o pão aos que se perderam dele…
Para que um Novo Ano nos ofereça dias promissores,
rumo a um futuro em que sejamos capazes de construir um mundo novo,
em que sejamos mais o exemplo do que a teoria,
em que voltemos a venerar as consciências não corrompidas!
É a hora de revisitar o humano e não de o violentar!
É a hora de repor a justiça e não de a escorraçar!
Mesmo vendo erguidos, há décadas, tantos chicotes…
saibamos, suportando o jugo, resistir, ainda!

Teresa Ferrer Passos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Réstea de Paz



As estevas brancas e o joio
cresciam lado a lado.
Entre amores-perfeitos e estrelas-do-egipto
nada se distinguia com nitidez.
De mãos entrelaçadas, esperávamos
as horas silenciosas do crepúsculo.
Inflamados pelas cores azuladas das alcachofras,
esperávamos a hora nova ou do nunca.
Depois, pela janela larga e debruçada da casinha
Enquadrada na serra enevoada,
víamos crescer o sol,
de cansaço prostrado aos nossos pés.
Abismados, os nossos olhos sucumbiam naquela visão
procurando ainda uma réstea de paz.
Firme como no primeiro dia,
vimos o sol brincar às escondidas
com os contorcidos troncos
e as folhinhas da velha oliveira.
Como a sorver uma grande paz,
desvendámos aqui o segredo da vida:
verdes rebentos brotavam, com audácia,
da sua escavada carcaça,
inquebrantáveis de força! 

S. Brás de Alportel, 1 de Julho de 2012 

Teresa Ferrer Passos