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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ars Magna

( convoco, para a Musa minha, o Ás de Paus )

Alguém vibra junto à porta
Na alameda das olaias.
É d' Amor. Será a morta?
É do mel. E são as Maias.

Alguém vibra e alguém sente,
No meu quarto, alguém delira.
E comenta, quando mente,
E ela tange a sua Lira.

Alguém vibra junto ao Céu,
Entremez d' Amor e trigo.
É qual Lisa, digo eu,
É Camões, e está comigo.

Mas por fim, alguém serena,
Verde campo, eu vejo a tal:
A pastora toca a avena
E eu canto a Pastoral.

Lisboa, 09/ 05 / 2006

ADVENIAT REGNUM TUUM

Paulo Jorge Brito e Abreu

domingo, 5 de maio de 2013

As maias


(invoco, para a Lira, o Arcano e Arcaico do Sápido Sol)

às Mães e às mulheres do meu País

Tu nas águas apareces
E apareces nas ervas,
Nos raminhos e nas preces,
Nos veados e nas cervas.

És o verde, em toda a terra,
És a Madre, em todo o ló.
A Madrinha, pela serra,
E a Senhora do Ó.

Tu soergues o somenos
Numa barca de baunilha;
Eis que vem a flor de Vénus,
Primavera, tua filha.

E quando ela são palomas
Da Maria, ou do enfeite,
As amoras são as pomas
E a Senhora dá o leite.

Tomar, Cidade Templária, 01/ 05/ 2006

IN HERBIS ET IN VERBIS

Paulo Jorge Brito e Abreu