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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A propósito da proposta de Lei da eutanásia



O sofrimento tem a medida de quem o defronta. Se for grande, podemos minimizar a importância de que se reveste para nós. E, quem somos nós para dizermos que estamos com um sofrimento insuportável? Ninguém pode dizer que o sofrimento que está a vivenciar é insuportável. Porque, quando é insuportável, perdemos a consciência. Logo, ninguém deve decidir sobre a antecipação da sua morte executada por outra pessoa. Se o fizer está a responsabilizar essa pessoa pelo seu assassinato, libertando-se da culpa da execução da acção.

Lisboa, 9 de Fevereiro de 2016

                                                     Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A causa da criança



Ganhou o bom senso, ganhou a causa da criança. A maioria dos deputados da Assembleia da República derrotou as propostas de Lei para a adopção de crianças por homossexuais. Um passo foi dado contra a invasão de uma ideologia materialista que, dizendo-se defensora da natureza humana, apenas se compraz com a sua transgressão, mesmo a sua violação.

O avanço de todas as expressões de minimização do ser humano está bem à vista. Todos os dias a comunicação social nos transmite essa cruzada. Uma parte da nossa sociedade quer reduzir a escombros os pilares mais estruturantes da humanidade. O anti-especismo é apenas uma das coordenadas dessa campanha.

Mas, o facto de ser apenas uma das coordenadas, não deixa de ser uma das mais fracturantes e diabólicas realidades do mundo contemporâneo. E que está também na raiz da pretensão de aprovar leis como a que acabou de ser discutida, mais uma vez, no Parlamento português. 

23 de Janeiro de 2015
                                                      Teresa Ferrer Passos

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Liberdade e Moral


Se largarmos uma pedra, ela cai. Não há nisto nada de odioso ou assustador. O caso das cargas eléctricas é mais interessante: uma carga eléctrica pode ser repelida ou atraída por outra carga eléctrica, dependendo dos sinais de ambas. Também isto não tem nada de odioso ou assustador. Há uma lei biológica muito parecida: os organismos vivos dotados de sistema nervoso tendem a ser atraídos pelas fontes de prazer e repelidos pelas fontes de sofrimento. Chamemos LPS a esta lei: Lei do Prazer e do Sofrimento. O ser humano é um organismo vivo com sistema nervoso: está portanto sujeito à LPS. Também não há nisto nada de odioso ou assustador. Mas causa um certo incómodo, não causa? Somos como uma pedra que cai? Como um pedacinho de papel atraído por um pente que foi friccionado? Como o pólo norte de um íman repelido pelo pólo norte de outro íman? Bem, claro que não somos. Ou melhor, somos, mas só enquanto crianças de tenra idade. Em adultos não somos assim, pois não? Ou somos um bocadinho assim? Sim, uns mais, outros menos, somos todos um bocadinho escravos da LPS. E isso é desagradável, de facto. Ninguém gosta de ser escravo de nada. Todos prezamos a liberdade, seja qual for a nossa ideologia, não é? Bem, há ideologias que não prezam nada a liberdade, mas nós também não gostamos muito delas, pois não? E depois, há outra coisa. Não vale a pena dar exemplos, qualquer pessoa conhece muitos exemplos, mas a verdade é que se nos deixarmos guiar exclusivamente pela LPS, acabamos muitas vezes por fazer o mal: a outros, ou a nós próprios. E assim chegamos ao problema do mal, e entramos no domínio do odioso e/ou assustador: porque há pessoas capazes de fazer muito mal a outras pessoas, ou a si próprias, em última análise apenas porque se deixaram guiar exclusivamente pela LPS. E aqui entra a moral. A minha tese é a de que, na sua génese, as leis da moral não são os ditames arbitrários de um Deus caprichoso, antes visam apenas libertar o ser humano da escravidão da LPS. E isso é bom por duas razões: 1) pelo simples facto abstracto de ser uma libertação; 2) por acabar com todas as consequências nefastas da obediência cega à LPS. Independentemente de permitir uma reavaliação do verdadeiro significado da moral tradicional, tão ridicularizada pelo pensamento moderno, este ponto de vista parece-me útil para o combate que (quase) todos travamos contra o mal: se pensarmos no mal como o resultado de algo semelhante à tendência de uma pedra para cair, isso já não nos desperta sentimentos nem de ódio nem de medo. O que é bom, porque do ódio e do medo só pode nascer mais mal. (Embora uma pedra que cai sem quaisquer entraves acabe por ir mergulhando em abismos sempre mais e mais profundos, o que também é um bocado assustador…)


20/2/2014

Fernando Henrique de Passos

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sobre a Lei de co-adopção

«(…) O que mais importa é saber se, por princípio, uma criança deve ou não deve ser educada por um pai e por uma mãe.
De facto, os papéis educativos e formativos do pai e da mãe não são iguais; variam na sensibilidade, nas emoções, nas atitudes, nos comportamentos, nos ensinamentos e nos testemunhos. E essa diversidade é preciosa para a formação saudável da personalidade de toda e qualquer criança (…)»

         De uma Nota de Abertura da RR (23 h. de 20/1/2014)

domingo, 19 de janeiro de 2014

O presente envenenado do PSD

O PSD decidiu submeter a referendo uma lei que a Assembleia da República já tinha aprovado na generalidade, a lei da coadopção por casais homossexuais, o que está a ser visto como um “presente” a todos os defensores da moral tradicional. O que as pessoas parecem esquecer, quer os políticos, quer os comentadores, é que não se vai referendar apenas a coadopção, mas também a própria ADOPÇÃO PLENA por casais homossexuais, que não fazia parte da lei já aprovada na generalidade, nem se previa que pudesse vir a ser aprovada tão cedo, pelo menos não nesta legislatura. O “presente” do PSD não será antes um presente envenenado?


Fernando Henrique de Passos