Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Os povos da União Europeia



Como resolver a grave crise económico-financeira do povo grego?

Os dirigentes da União Europeia podem fazer muito mais do que aconselhá-los a subir impostos!

Podem aconselhar os povos da União Europeia a fazer férias nas suas cidades, aldeias e tantas ilhas...

A comprar produtos da Grécia como sejam Cd's de música ligeira ou clássica de autores gregos.

A comprar obras literárias de autores gregos.

A escolher produtos agrícolas produzidos na Grécia...

3/7/20015                                            
                                                                                             T.F.P.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Na minha língua, viajo no mar


"Uma tempestade", pintura de Antonio Francesco Peruzzini


NA MINHA LÍNGUA, VIAJO NO MAR**


Perdido e sem sentido.
Mas nosso, o mar.
À sua beira, nos areais, Tejo adentro,
crepita nos ares um cheiro a perda,
a desconcerto, a rompimento.
O povo pobre, disperso ou em uníssono,
grita dentro de si um arraial cheio de mares
descobertos e em ruínas.
Ninguém troca palavras de esperança,
um desespero que toca as raias do inferno
avança.
E os pobres não podem ser dispensados
de contribuir para pagar a dívida do estado,
que não teve norte e foi injusto na governação.
Metam-se na barca e rompam novos mares,
disse o primeiro-Ministro. Os cofres estão vazios.
Os pobres, ao ouvirem isto, responderam:
O mar é a nossa língua cheia de naufrágios,
de caravelas e de Adamastores medonhos.
Não teremos medo, largaremos pelo salgado,
deixaremos este estado corrompido,
com tanta insensatez e loucura.
Depois, ainda o primeiro-ministro repetiu: Não, não temam
as saudades da natal terra. Rumem ao mar.
Aí está a salvação. Depois do temporal, regressem.
Portugal vai renascer.
Os pobres responderam: Iremos!
Levaremos o mar imenso da nossa língua.
E no mar da nossa língua em que viveremos
não se perderá do nome de Portugal,
mesmo sendo nós pobres,
sacrificados de impostos
por governos que nos defraudaram.
No mar, enfim, teremos paz.
O mar é do povo que o atravessou
no Século grande de Quatrocentos.
O mar que nos levou a outros mundos.
Esse mesmo mar será ainda nosso,
como o foi de Vieira, de Pombal ou de Pessoa.
O mar nos abraçará com as suas infinitas ondas
e nos abrirá as portas do mundo,
que nós escrevemos em língua lusa.
Nessa língua lusa a escrever-se,
a exaltar-se e a dobrar os novos
e não menos difíceis Cabos das Tormentas.
Ainda e sempre voltaremos, disse o povo.


27 de Novembro de 2012/18 de Março de 2015

                              Teresa Ferrer Passos

** Foi publicada a 1ª versão deste texto no Blogue Harmonia do Mundo em 27/11/2012). Esta 2ª versão substituiu-a e é datada de 18/3/2015.

sábado, 3 de novembro de 2012

Crise económica portuguesa e Lusofonia


«(...) Se, com efeito, Portugal sempre tivesse promovido os laços com os restantes países e regiões do espaço lusófono, teria hoje, mesmo no espaço da moeda única europeia, uma posição bem mais fortalecida. Agora, porventura, já será tarde. A História não volta atrás. Seja como for, Portugal terá sempre futuro e terá tanto mais futuro quanto mais assumir esse desígnio estratégico: “mais Lusofonia”. (...)»

3/11/2012

Renato Epifânio in "Milhafre" (blogue do Movimento Internacional Lusófono)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ramalho Eanes e a questão social



  •  «O estado não pode gastar muito menos do que aquilo que gasta em áreas consideradas fundamentais a um estado social.»
  •  «Os homens passam muito rapidamente da resignação à indignação, e a indignação é terrível.»
  • «Quando alguns dos filhos de Deus e alguns dos nossos irmãos estão em grande sofrimento, a Igreja deve fazer ouvir a sua voz.
      Ramalho Eanes em entrevista à Rádio Renascença, 9/10/2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mergulhados na Crise


«Se não vierem os quatro mil e trezentos milhões, há actividades essenciais do Estado que param. (...) Como é que chegámos aqui? Chegámos! Não nos podemos dar ao luxo de dizermos à troika, "vocês são muito simpáticos mas estamos fartos de vocês". Não estamos em condições de dispensar o dinheiro.»

Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, em 23/9/2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Crise e Espiritualidade

"Diz-se que estes duros tempos de crise económica, em que todos os dias vemos tombar o modelo que identificava a felicidade com o poder de compra (ou com a sua ilusão), constituem uma oportunidade para a redescoberta do espiritual. Pode bem ser. Mas no lugar de um ídolo, não podemos colocar outro. A vida espiritual não é um oculta-vazios ou um alívio emocional para sociedades à beira de um ataque de nervos. É uma aventura maior, que nos radica na verdade nua do homem e na verdade de Deus. Partamos daí."

José Tolentino Mendonça, in Agência Ecclesia

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Crise e Solidariedade


"Passado um ano, estamos todos mais pobres. Os muito pobres vivem pior do que os cães dos ricos. (…) Muitos dos que acreditaram que comprar casa própria era a solução mais adequada para casais em início de vida, ficaram desempregados às dezenas de milhares. Hoje não dormem na rua porque a solidariedade familiar é um valor que os mercados ainda não conseguiram deitar para o lixo."

Catalina Pestana, in Sol, 6/7/2012