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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Que alegria dividir


«Como é agradável dar o que temos dentro do nosso ser. Dividir com aqueles que estão mais ou menos próximos é uma obsessão para Teresa do Menino Jesus. Que alegria dividir aquilo que passa pelas suas emoções. Que conforto dividir os seus sentimentos, as suas lágrimas de dor ou de alegria.»

Teresa Ferrer Passos, Santa Teresa do Menino Jesus e a Força dos Seus Pequenos Caminhos, Edições Carmelo, 2013, p.9.

sábado, 29 de junho de 2013

Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, em breve Cardeal




       Neste Dia de S. Pedro e S. Paulo (29 de Junho), o recém-nomeado Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente recebeu o pálio, a insígnia litúrgica que simboliza o serviço de Patriarca e, por tradição inerente, de Cardeal, o mais alto cargo da Igreja Católica depois do Papa, que lhe será atribuído na próxima reunião do Sacro Colégio Pontifício. A insígnia, desde já, de Patriarca, foi entregue a Manuel Clemente das mãos do próprio Papa Francisco. Depois, Manuel Clemente prestou o juramento de fidelidade à Igreja e ao Papa. O pálio, uma faixa ou estola de lã branca de cordeiro, é o símbolo de Jesus, o Bom Pastor. A lã felpuda da faixa é decorada com seis cruzes pretas de seda que representam, por sua vez, o compromisso de ser capaz de dar a vida pelas mansas ovelhas que vai conduzir.

       Neste ensejo, lembramos o que Joseph Ratzinger escreveu no livro Jesus de Nazaré: «Alguém demonstra que é um verdadeiro pastor, quando entra através de Jesus visto como porta; é que, deste modo, Jesus permanece substancialmente o pastor: só a Ele “pertence” o rebanho». (Ob. cit., 2007, p.346). D. Manuel Clemente recebeu, ao ser investido do pálio, a responsabilidade de continuar o ofício de servir o Bom Pastor, seguindo o amor que o Bom Pastor, com quem Jesus se identifica, tem pelo seu “rebanho”.

       Ao assumir este cargo eclesial, Manuel Clemente coloca-se no número daqueles que, em breve, na qualidade de cardeal não só escolherá, em conclave, o sucessor de cada Papa, como ele próprio se coloca entre aqueles que poderão vir a ser sucessores de Pedro, como agora o foi o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, com o nome de Papa Francisco. Na verdade, como Jesus disse, impõe-se no plano de Deus “haver um só rebanho e um só Pastor”.

       Os Cardeais podem vir a ser sucessores de Pedro a quem Jesus confia a missão indo ao ponto de ser capaz de dar a vida pelas Suas ovelhas. Na 1ª Carta de Pedro aos pagãos, estão escritas palavras orientadoras para os futuros continuadores da missão evangélica: «Aproximai-vos d’Ele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção de um edifício espiritual, por meio de um sacerdócio santo» (I Ped 2, 4-5). Nesta breve 1ª Carta do Apóstolo, vemos Pedro fazer uma magnífica oração dirigida aos povos estrangeiros, junto de quem exaltava a maravilha de anunciar «as virtudes d’Aquele que os chamou das trevas para a Sua Luz admirável» (I Ped 2, 9). Ainda no mesmo documento relevamos a importância que Pedro atribui já aos presbíteros (título eclesial da época), nestes tempos primitivos do Cristianismo.
    
     O Apóstolo, na humildade de servir a Jesus o Cristo, acentuava nesta missiva que ele próprio era um presbítero como eles. Exortava-os ainda a dar a maior relevância a princípios de ordem moral, conforme os caminhos traçados por Jesus: «Apascentai o rebanho que Deus vos confiou, velando por ele, não constrangidos, mas de boa vontade; não por um sórdido espírito de lucro, mas com dedicação; não como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas como modelo do vosso rebanho. E quando o Príncipe dos pastores aparecer, recebereis a coroa de glória que jamais se ofuscará» (I Ped 5, 2-4). Nos nossos dias, o recém-eleito Papa Francisco procura seguir estas linhas de rumo do Apóstolo que Jesus escolheu para O representar na terra, em que se inscrevem as palavras de Jesus: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei».

       Com a sua conhecida simplicidade, com uma personalidade frontal, com o seu entusiasmo, o Patriarca D. Manuel Clemente vai ser, acreditamos, um escrupuloso discípulo de Pedro. Ele é a pessoa indicada, nos nossos dias, para redimensionar, na linha da predicação do Papa Francisco, uma Igreja ainda demasiado apagada, pouco interventiva na sociedade materialista do mundo Ocidental. Uma Igreja sem as ousadias da redescoberta daquela Igreja primitiva, essa Igreja do tempo de Pedro e de Paulo, não será capaz de redescobrir o mundo nem que o mundo a redescubra.

       Que o Patriarca (em breve, Cardeal) Manuel Clemente edifique uma nova e grande fé na Ecclesia de Deus. Impõe-se salvar da tempestade a barca das palavras de Deus encarnado em Jesus. É preciso repor o exemplo como guia de vida para os que ainda não crêem ou aqueles que deixaram de crer. A D. Manuel Clemente, auguramos, parafraseando Santa Teresa do Menino Jesus –Padroeira das Missões e Doutora da Igreja –, um caminho movido pela força arrasadora e súbita dos pequenos caminhos, esses mesmos que oferecem às criaturas humanas os caminhos do Pai, do Filho, do Espírito Santo.    

29 de Junho de 2013

Teresa Ferrer Passos*
*Historiadora

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma psico-biografia de Santa Teresa do Menino Jesus

Edições Carmelo acabam de publicar uma obra
 sobre Santa Teresa do Menino Jesus


«Se a paz habitar o nosso espírito, abre-se a porta para o caminho da perfeição. Porque onde habita o Amor, aí vive a paz.»

«E a paz surge em quem sabe "dar" o Amor, da mesma maneira que o sabe "receber".»

«A paz que começa no nosso coração transmite-se aos outros corações. A paz é o fim último do "viver de Amor"»

        Teresa Ferrer Passos «Poética do Sofrimento e do Amor em Santa Teresa de Lisieux» in revista Faces de Eva, nº16, 2006, p.59.

domingo, 5 de maio de 2013

A Nossa Senhora do Perpétuo Socorro



Mãe querida, desde a minha juventude
A tua doce Imagem encantou-me o coração
No teu olhar eu lia a ternura
E junto de ti achava a felicidade

                 Santa Teresa do Menino Jesus




terça-feira, 16 de abril de 2013

Acerca do poema "O Meu Céu na Terra!..." de Santa Teresa do Menino Jesus



FACE DE JESUS, O CRISTO


ACERCA DO POEMA «O MEU CÉU NA TERRA!...»
de Teresa do Menino Jesus e da Santa Face. 


No poema «O Meu Céu na Terra!...», Santa Teresa do Menino Jesus descobre na Face de Jesus, o guia para as suas acções, o caminho para a sua santidade, o rumo para a missão de transmitir os Seus caminhos até aos confins do mundo.

A missão é, para Teresa do Menino Jesus, o objectivo maior da sua vida. Na procura de seguidores de Jesus, Teresa desvenda a Sua Verdade, provoca apóstolos da Sua divindade, lança arautos do Seu Reino de Amor.  

Logo, no primeiro verso de «O meu céu na terra!...» surge esplendorosa a imagem de Jesus. Ela impõe-se por si, ela conduz «os meus passos», escreve Teresa. Depois, a doçura do Seu rosto transforma-se num céu, já, aqui, na terra.

As lágrimas, que Jesus carrega no peso da cruz - no peso do pecado - tornam esse Rosto ainda mais sedutor, ao erguer-se como a «única Pátria» e um «Reino de amor».

Ao contemplar a Face salvífica de Jesus, Santa Teresa de Lisieux acha-se à porta do Mestre, a desencantar a semelhança, e assim, a tocar, quase a medo e sem medo, o «doce Salvador». 

Ao alcançar os «traços», ao receber as «marcas» da sua beleza próxima do humano e divina - uma beleza que não está apenas na imagem exterior, mas sobretudo na imagem interior -, Teresa de Lisieux esconde-se «sem cessar» nessa Face para que, no seu caminho pequenino, Jesus a deixe chegar à santidade. 

Ela sabe que, só desse modo, tem ao seu alcance a conquista de novos santos. Novos santos que Santa Teresa do Menino Jesus tanto ambicionava oferecer ao Salvador.   

16 de Abril de 2013

                                                                                          Teresa Ferrer Passos



O MEU CÉU NA TERRA

JESUS, A TUA INEFÁVEL IMAGEM
É O ASTRO QUE CONDUZ OS MEUS PASSOS
AH! TU BEM SABES, O TEU DOCE ROSTO
É PARA MIM O CÉU CÁ NA TERRA.

O MEU AMOR DESCOBRE OS ENCANTOS
DA TUA FACE EMBELEZADA PELO PRANTO.
EU SORRIO ATRAVÉS DAS LÁGRIMAS
QUANDO CONTEMPLO AS TUAS DORES
(...)

A TUA FACE É A MINHA ÚNICA PÁTRIA
ELA É O MEU REINO DE AMOR
(...)

O TEU ROSTO, Ó MEU DOCE SALVADOR
É O DIVINO RAMO DE MIRRA.
(...)

A TUA FACE É A MINHA ÚNICA RIQUEZA
EU NÃO PEÇO NADA MAIS
ESCONDENDO-ME NELA SEM CESSAR
PARECER-ME-EI CONTIGO, JESUS...
DEIXA EM MIM A DIVINA MARCA
DOS TEUS TRAÇOS CHEIOS DE DOÇURA
E EM BREVE, TORNAR-ME-EI SANTA
E ATRAIREI PARA TI OS CORAÇÕES.
(...)

                                     Teresa do Menino Jesus e da Santa Face

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Dia de Hoje

Aproveitemos o nosso único instante de sofrimento!... não vejamos mais do que o momento presente!... um momento é um tesouro…



A minha vida é só um instante, uma hora passageira
A minha vida é um só dia que me escapa e me foge
Tu sabes, ó meu Deus! para amar-Te na terra
Só tenho o dia de hoje!...


Momento a momento pode-se aguentar muito!


Não sou como as pessoas que sofrem pelo passado, que sofrem pelo futuro. Eu só sofro no momento presente. Desta forma não sofro grande coisa.

Santa Teresa do Menino Jesus, Obras Completas,
Edições Carmelo, 1996, pp. 402, 674, 1135, 1285