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sábado, 23 de abril de 2016

Reflexos no Interior de uma Clepsidra



Oh vitrais virtuais das catedrais elétricas
Que encerrais os sonhos devastados de meu pai
Nas vastas galerias geométricas
Onde o sopro do espírito se esvai:

− Devolvei-me o vosso prisioneiro!

Oh lírio com medo de crescer
Que buscavas a sombra de um convento
E me deixaste a luz do querer crer
A mim, teu filho, como em testamento:

− Saberei merecer ser teu herdeiro!

Oh "sonhos não sonhados" de Pessanha,
Cores avistadas num país perdido,
Guardadas na ala mais estranha
Do museu dos monstros sem sentido:

− Resgatar-vos-ei do cativeiro!

18/4/2016

                Fernando Henrique de Passos

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Menagem-Homenagem a Camilo Pessanha

(invoco, para o Astro, o Arcano da Estrela)

Carne de camélia, a branca enfastiada,
Aquela que de longe era Java, ou laranjeira,
Compêndios lavorava, as lavaredas liviava:
Na chamavam, à noute, a Feiticeira.

Mas quando a pétala, aberta, foi carmim,
Quando a cute era a perla, e a perla, a ridente,
Liberta foi a serpe, e eu disse, para mim:
«Eu vi, com olhos vi, eu vi uma Vidente.»

MENS AGITAT MOLEM

PAULO JORGE BRITO E ABREU