terça-feira, 17 de julho de 2018

Poema intitulado (teoria do tudo)



«Um fragmento de Deus
separou-se do resto do seu corpo.
Corpo e fragmento sofrem atrozmente.
Desejam reunir-se
Mas vogam no espaço que os separa.
Só podem voltar a encaixar
Se no instante em que de novo coincidam
For rigorosamente zero a sua velocidade relativa:
Não poderá haver nesse momento
Qualquer impulso mútuo...
Nem de atração...
Nem de repulsa...»

Fernando Henrique de Passos, «Breve viagem nas margens do mistério», Textiverso, Leiria, 2018, p. 51.

1 comentário:

  1. Na hora da poesia, uma meditação haiku da complexa teoria em que Stephen Hawking tanto perseverou, a Teoria do Tudo. Síntese fantástica, Fernando!
    17/7/2018 T.F.P.

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