segunda-feira, 5 de março de 2018

Marcas que nunca passarão. A guerra



 Guerra na Síria

É urgente abrir uma via diplomática entre as partes beligerantes, Governo de Assad e rebeldes, com apoios na Rússia e nos EUA. Uma intervenção com carácter de urgência impunha-se da parte do Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, mesmo que tivesse que arriscar uma viagem a Damasco, a Moscovo e a Washington.
Grandes combates em Goutha, já deixaram mais de 1.000 crianças mortas ou gravemente feridas, desde há dois meses - Janeiro e Fevereiro de 2018 -, afirmou um porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef.

(Nota: Comentário no Facebook em 3/3/18, a propósito do artigo de Henrique Monteiro «Síria: A vergonha do mundo» (in Expresso, 3/3/2018)



Hoje é a Síria, amanhã dizem-nos que é a República Centro-Africana, depois de amanhã é a Venezuela... O mundo está a ser palco de uma onda gigante de violência nunca vista.

E começa logo nas famílias, os maus tratos aos velhos, às crianças, à mulher; os jovens nos EUA solitários e a disparar a morte nas escolas sobre outros jovens. Os crimes e as catástrofes naturais completam o cenário tão trágico que gera a revolta onde ainda não grassava e o inconformismo onde ainda havia esperança no coração. Que fazer? É a pergunta fatal que resta fazer. E Henrique Monteiro responde com o seu espírito acutilante e certeiro: Eis, "a vergonha do mundo".

Estamos cercados, a impotência em nós, num mundo dividido entre os poderosos e os pobres, entre os perseguidores e os perseguidos, um mundo a resvalar todos os dias para novos abismos, a abrirem-se como feridas que fecham depois, mas deixam cicatrizes, marcas que nunca passarão.

4/3/2018
Teresa Ferrer Passos




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