sexta-feira, 15 de junho de 2012

A massa em repouso do fotão


A luz parou dentro dos meus olhos,
A luz de mil jardins,
Verde sobre azul
Com riscos de água transparente.
Chamei a isto: instante,
Mas afinal a luz nunca parara,
Pois não existe tal coisa: luz imóvel.
E é talvez por isso que o tempo não pára de passar
E é talvez por isso que não há instantes
Excepto entre sombras na memória
Onde o nosso querer suspende as leis da física
E pode não ser nula a massa em repouso do fotão.

15/6/2012


Fernando Henrique de Passos

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